sábado, 16 de outubro de 2010

Onde, quando, como e porquê?

Como se pode ensinar, mais e melhor, se muitas vezes os alunos não querem, não podem, nem sabem aprender...
Como?
Nunca o professor procurou tanto a formação contínua, embora a qualidade de ensino não tenha melhorado. Exige-se, talvez, demasiado do professor.
Porquê?
Muitos alunos começaram a não ver utilidade nenhuma na escola.
Quando?
Em vez de serem espaços propícios à aprendizagem há escolas que se transformaram em locais de lutas variadas por interesses banais.
Onde?
É preciso questionar, porque urge mudar.
NM

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Partidas e chegadas

Às vezes apetece partir
Cultivar distâncias. Ficar longe.
Dos risos e gargalhadas...
As partidas são inevitáveis
Só assim sucedem chegadas.
Volto já.
NM

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Im(perfeições)

Deveríamos sempre proteger o que consideramos especial. Por todas as razões, e mais algumas. Por ser importante para nós, por ser singular, porque nos dá brilho à vida, porque nos faz felizes (mesmo que nem sempre), enfim, porque faz de nós pessoas melhores e únicas. Mas, porque somos seres imperfeitos, esta lógica cai e levanta-se…Temos dias de tudo e de nada, e de qualquer coisa, também.
NM

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ferro

Do castanho dos olhos ao sorriso pérfido
Eis a personificação grotesca do que ninguém sonha
Molde de vaidades camufladas aos outros atribuídas,
Apontando falhas onde outros honradez distinguem…

NM

Ser e parecer

Quase nada é o que parece!
Muita coisa que é,
por vezes,
não parece.
Outras, só parecem,
sem ser…
Gosto do que parece e é,
mas, há aquilo que
nem sempre parecendo,
por vezes é!
NM

domingo, 10 de outubro de 2010

Domingo

Hoje acordei
Com o silêncio na boca
O sentimento nas mãos
Pressentimento no coração
Saudade no olhar
Dor na alma
Picadas nos joelhos
Formigueiro nos pés
Qual estátua
Fiquei imóvel
Inquieta
Prurido nas mãos
Aliados?
As palavras.
Permanentemente.
NM

Metáfora

Quando tu me amavas
O céu ficava mais azul
A noite mais estrelada
O sol mais brilhante
A chuva! Qual vale de lágrimas em página poética
O vento soprava beijos apaixonados
O teu olhar parecia tocar a minha alma
No mais profundo do meu ser
Mas isso era…
Quando eu te amava.
NM