terça-feira, 12 de abril de 2011

Acordar

O amanhecer recolhe pedaços que a noite espalhou
Pensamentos que o vento levou
Anseios que a alma sufocou
Gritos que o coração soltou
E o corpo silenciou.
NM

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Imensidão

Há um infinito de sensações dentro de cada palavra que escrevo
E um infindo sentido em cada silêncio
Mas para decifrar, só sentindo
Ler não basta.
NM

domingo, 10 de abril de 2011

Ser forte

É rir, quando apetece chorar;
Renunciar, quando se quer abraçar;
Enfrentar dúvidas, onde moravam certezas;
Cair, e erguer-se a cada queda;
Chorar, ao ver alguém sorrir;
Sofrer, ao sentir alguém partir;
Ajudar, quando se precisa de ajuda;
Amar, sem gritar o amor;
Remar, contra a maré, com todas as forças;
Encarar, com garra e determinação, os obstáculos da vida;
Ter coragem e nunca desistir de lutar pelos nossos sonhos;
Acreditar em nós, sempre!
NM

sábado, 9 de abril de 2011

Paciência

Saber viver a dúvida. Amar as questões como se encerrassem encantos e mistérios… Não procurar as respostas em tempos desencontrados. Tudo tem um tempo certo. É preciso deixá-lo correr livremente até as respostas chegarem a nós limpas de impurezas, interferências e manipulações evidentes…
De repente, descobre-se que a [pseudo]resposta esteve sempre diante dos olhos… A mesma água pode não voltar a passar debaixo da mesma ponte. Ainda bem! A natureza é bem pródiga: quando a força do rio persiste, a água renova-se ganhando força, enchendo o caudal e maravilhando quem teve a paciência de acreditar. A mesma ponte, imponente e bela pode voltar a apreciar a beleza, pureza e abundância das águas por que valeu a pena esperar. Ou não. Os desígnios de Deus são insondáveis. Mas, como dizia o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
NM

terça-feira, 5 de abril de 2011

O tempo

“O tempo
é muito lento
para os que esperam.
Muito rápido
para os que têm medo.
Muito longo
para os que lamentam.
Muito curto
para os que festejam.
Mas, para os que amam,
o tempo é eterno."
William Shakespeare

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Talvez...

O olhar gentil, o suspiro que urge
O verso que escapa, o sorriso largo
O agridoce que se sente, o beijo quente
A escolha por fazer, silêncio que mente à gente.
NM

domingo, 3 de abril de 2011

Festa às escuras

O FCP está de parabéns. Sinto-me um pouco melancólica pelo meu Benfica. Não devia alegrar-me com certas travessuras. Mas há algo inexplicável que me faz afirmar que certos acontecimentos, embora errados, dão um certo sabor à vida. São coisas que abrem sorrisos.
NM