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domingo, 31 de outubro de 2010

Muros

Em Julho escrevi, aqui, sobre confiança. Retomo o tema acrescentando algo sobre os “muros” que construímos quando a confiança falha. Todos temos. São muros virtuais, mas analogamente fortes e quando se levantam são, por vezes, difíceis de derrubar. Trabalho árduo, mas vale a pena viver e lutar de forma a não precisar de mais muros, porque criam sombras que impedem brilhos e sorrisos…Por vezes surgem especialistas em erguê-los… Há que evitá-los porque independentemente dos co-protagonistas para alguns os muros estarão sempre lá. Amar é confiar e quem não confia não é digno de confiança. Mas para haver confiança é preciso não haver muros. O equilíbrio pode ser mais importante do que o próprio amor. Nunca amaremos como deveríamos se não conseguirmos fazê-lo de forma equilibrada. Sem muros.
NM

sábado, 17 de julho de 2010

Confiança

"A confiança é como um espelho. Quando se quebra, a imagem nunca mais é a mesma". Concordo. Não penso que seja "como um cristal, que depois de quebrado, nunca mais tem conserto". Por vezes, com muito esforço, até conseguimos consertá-la, dependendo apenas da capacidade para perdoar e da outra pessoa provar que mudou. Mas, e se antes de efectivamente se conseguir restaurar a confiança a outra pessoa te decepcionar outra vez? E outra vez? Perdoar? Sim claro. Confiar de novo? Improvável para não dizer impossível. Esquecer? Nunca. Principalmente se se concedeu todas as oportunidades de prova em contrário. Quando contra factos não se tem argumentos…Quando a confiança é beliscada há que ter muito cuidado. Quando se age como se ela fosse inquebrável e intocável, apesar das evidências, perde-se mesmo. A confiança não se impõe. Conquista-se.
NM