Como alguém já disse, e muito bem, não devemos ficar tristes quando nos decepcionamos com alguém. Faz-nos mal. “Não chores porque já terminou, sorri porque aconteceu”. Viver é assim. Com dias (im)perfeitos. A vida é um palco. Sem ensaios. É sempre “a sério”. Errar é humano. Caminhar sem atropelos. Sorrir e procurar ser feliz é o melhor remédio. Dar o melhor de nós. Sim. Aceitar mediocridades? Não. Obrigada.
Para onde nos leva o vento A emoção de estar vivo Na outra margem de nós próprios Lá longe Fica um pouco de nós Trazemos um pouco de lá Que morrerá connosco Tentamos matar sentimentos Porque as pessoas não correspondem Àquilo que idealizámos… Insistimos em ressuscitar sensações Ignoramos incompatibilidades óbvias E magoamo-nos, sofremos! Pior do que perder alguém É admitir que se falhou Outra vez Lá longe E por aqui também… NM
Fez-se noite Dentro de mim Doem-me as palavras O silêncio é ouro A distância um abrigo Talvez um dia olhe de frente A tristeza do meu olhar Hoje não. NM
Era dia de contar as estrelas E o sol nunca mais se punha, Era dia de somar silêncios E as palavras brotavam incessantemente Irreverentes e intempestivas. Afinal, era dia de levar o que se encontrou – nada. Era dia de ver o que nunca se acreditou. Era dia! NM
“Todo o amor é imaginário” – disse Padre António Vieira. Também penso que tendemos a amar o que imaginamos e não o real. Fantasiamos de tal forma que chegamos a acreditar na mentira que construímos, de tanto querer que fosse real. Amamo-la tão verdadeiramente que ficamos cegos, surdos e mudos aos sinais de alerta. Somos humanos, como tal, erramos. Mas, já agora, sem querer ser pretensiosa, adicionaria o quase, acrescentando aqui algum optimismo. Acredito, sinceramente, que quase todo o amor é imaginário. Creio numa margem, embora pequena, de amor sincero e real, quais meias laranjas que se encontram neste universo imenso, em que abundam as variedades e as qualidades de fruta. NM