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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Chuva


Imagem retirada da Internet
Descem lágrimas de dor e decepção
De quem acreditou, investiu e sofreu
Quem não merece o amor no coração
Só sabe que existiu porque o abateu.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dias (im)perfeitos

Como alguém já disse, e muito bem, não devemos ficar tristes quando nos decepcionamos com alguém. Faz-nos mal. “Não chores porque já terminou, sorri porque aconteceu”. Viver é assim. Com dias (im)perfeitos. A vida é um palco. Sem ensaios. É sempre “a sério”. Errar é humano. Caminhar sem atropelos. Sorrir e procurar ser feliz é o melhor remédio. Dar o melhor de nós. Sim. Aceitar mediocridades? Não. Obrigada.
NM

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lá longe

Para onde nos leva o vento
A emoção de estar vivo
Na outra margem de nós próprios
Lá longe
Fica um pouco de nós
Trazemos um pouco de lá
Que morrerá connosco
Tentamos matar sentimentos
Porque as pessoas não correspondem
Àquilo que idealizámos…
Insistimos em ressuscitar sensações
Ignoramos incompatibilidades óbvias
E magoamo-nos, sofremos!
Pior do que perder alguém
É admitir que se falhou
Outra vez
Lá longe
E por aqui também…
NM

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desilusão

Fez-se noite
Dentro de mim
Doem-me as palavras
O silêncio é ouro
A distância um abrigo
Talvez um dia olhe de frente
A tristeza do meu olhar
Hoje não.
NM

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Era dia!

Era dia de contar as estrelas
E o sol nunca mais se punha,
Era dia de somar silêncios
E as palavras brotavam incessantemente
Irreverentes e intempestivas.
Afinal, era dia de levar o que se encontrou – nada.
Era dia de ver o que nunca se acreditou.
Era dia!
NM

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Laranjas

“Todo o amor é imaginário” – disse Padre António Vieira.
Também penso que tendemos a amar o que imaginamos e não o real. Fantasiamos de tal forma que chegamos a acreditar na mentira que construímos, de tanto querer que fosse real. Amamo-la tão verdadeiramente que ficamos cegos, surdos e mudos aos sinais de alerta. Somos humanos, como tal, erramos. Mas, já agora, sem querer ser pretensiosa, adicionaria o quase, acrescentando aqui algum optimismo. Acredito, sinceramente, que quase todo o amor é imaginário. Creio numa margem, embora pequena, de amor sincero e real, quais meias laranjas que se encontram neste universo imenso, em que abundam as variedades e as qualidades de fruta.
NM