domingo, 2 de dezembro de 2012

Sonho

S. Pedro de Moel
Gosto de te ouvir em palavras vindas do ondular refrescante das ondas do mar. É no silêncio abençoado que se saciam sedes honradas. O mar e o vento envolvem-se na catadupa dos afetos. A lua inflama as estrelas na paisagem perfeita de mar calmo. É quase madrugada. O sol surge cúmplice, prometendo aquecer o dia e só me apetece correr para ti com o despontar do amanhecer. Acordo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O amor é lindo…

Imagem retirada da Internet
Há sentimentos que não se explicam, mas que se sentem de forma intensa. Quando a chama nos incendeia, tudo nos parece sonho, desde o nome escrito no telemóvel que toca, à voz sussurrante que nos transmite o que necessitamos, à palavra adequada ao momento certo, ou apenas o falar e ouvir o outro, sobre banalidades que aconteceram durante o dia, não importa o quê. Para o outro, o mesmo sentimento, a mesma cumplicidade. Não é preciso estar presente para ser presente. O que afasta verdadeiramente as pessoas não é a distância física. Sempre acreditei nisso. É bom ser compreendido.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pedradas no escuro

Praia da Oura
Quem atira pedras no escuro arrisca-se a apanhar com elas… Todos temos um lado mais ou menos doce, mais ou menos iluminado, mais ou menos agreste, consoante o nosso interlocutor…Já dizia o grande Charlie Chaplin, “ cada um tem de mim exatamente o que cativou”. Acrescentaria, e estou certa que muitos concordarão comigo, que algumas pessoas até já tiveram demais de todos nós. No mesmo jardim existem flores e ervas daninhas ou onde há rosas há espinhos... Há rostos que nos inundam de placidez, outros que só nos trazem inquietação e aborrecimento. Mergulhemos em sonhos cultivados, em olhares sinceros que nos invadem de cores vivas, sorrisos enfeitiçados no ciclo das marés em cada estação reencontrados…

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Escolhas

Todos os dias a vida começa de novo permitindo-nos mudar o rumo dos acontecimentos através das mais pequenas escolhas… desde a cor das unhas ao vinho que queremos para o jantar…
Cada dia optamos por arejar a alma e enfrentar o mundo, ou, pelo contrário, guardar detritos no coração, até este ficar sobrecarregado de lixo… Quando se colecionam equívocos que nos impedem de avançar rumo à meta que nos propusemos, a tarefa de renovação, purificação, inovação de nós próprios torna-se muito difícil.
Penso que o mais importante é ser-se fiel à própria essência, sem passar por cima de ninguém, mas também sem se deixar pisar… Afirmarmo-nos pela diferença, a cada dia, sem nos desviarmos das escolhas que consideramos certas. E, se constatarmos que nos metemos por caminhos inadequados, é preciso ter a grandeza de assumir erros e retomar rotas. Como diz o poeta, e muito bem, o caminho faz-se caminhando. Não devemos baixar os braços enquanto acreditarmos no sonho. Mas é preciso saber aceitar derrotas sem resistência se as escolhas se revelarem estragadas… Devemos persistir e lutar se acreditarmos na sinceridade do sentimento, para podermos de novo brilhar e cintilar, trilhando novo rumo, livre e verdadeiro. Sem sofismas. Nesse caso, deve rumar-se a caminhos límpidos que, por vezes, de tão sonhados até se conhecem de olhos fechados… Descobertas imprevisíveis nesta inesgotável fonte de aprendizagem: a vida.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Aprendizagem ao Longo da Vida

Imagem retirada da Internet
Às vezes, a vida acontece quando queremos. Hoje foi mais uma etapa ganha. Falta o sprint final. Mais uma meta a vencer. Tanto de brilho como de cansaço no olhar. Verdadeiro espelho da alma! Vale a pena arriscar em nós próprios. Esperam-nos alvoradas auspiciosas. Vivendo e aprendendo. O caminho, faz-se, de facto, caminhando. Com firmeza e determinação. Acreditando. Nas estrelas que brilham e iluminam a noite escura. No sol que aquece em dias de frio extremo. Na lua que muda quatro vezes por mês. Em Deus, o grande mentor! Amanhã é outro dia. Sempre.
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sonho

Há formas surpreendentes de escrever a vida; de reinventar o sentimento; de gritar tristezas e medos; de sentir o mar, o vento no rosto, a lágrima que escorrega teimosa; de desbravar o sentimento; rasgar sorrisos; fintar marés; derrubar barreiras; encarar a desilusão e o silêncio alegremente; acreditando, sempre, na esperança benigna de terminar o livro, como se não tivesse fim…

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Coisas…


Praia velha
Quem não sente saudade de coisas que já teve, de pessoas que conheceu, de coisas que nunca teve mas desejaria ter, de pessoas que nunca conheceu mas que gostaria de conhecer? De lugares em que já esteve e de outros que nunca conheceu? De ser estimado/a e querido/a como se de um/a príncipe/princesa se tratasse? Quem não sente saudade de pequenos pormenores que fazem a plenitude do ser grande? Quem?