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sábado, 29 de dezembro de 2012

[in]certezas

Imagem retirada da Internet

Para quê procurar,

incessantemente,

se a fuga é de nós mesmos,

invariavelmente…?
                                                                                                   

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O amor é lindo…

Imagem retirada da Internet
Há sentimentos que não se explicam, mas que se sentem de forma intensa. Quando a chama nos incendeia, tudo nos parece sonho, desde o nome escrito no telemóvel que toca, à voz sussurrante que nos transmite o que necessitamos, à palavra adequada ao momento certo, ou apenas o falar e ouvir o outro, sobre banalidades que aconteceram durante o dia, não importa o quê. Para o outro, o mesmo sentimento, a mesma cumplicidade. Não é preciso estar presente para ser presente. O que afasta verdadeiramente as pessoas não é a distância física. Sempre acreditei nisso. É bom ser compreendido.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pedradas no escuro

Praia da Oura
Quem atira pedras no escuro arrisca-se a apanhar com elas… Todos temos um lado mais ou menos doce, mais ou menos iluminado, mais ou menos agreste, consoante o nosso interlocutor…Já dizia o grande Charlie Chaplin, “ cada um tem de mim exatamente o que cativou”. Acrescentaria, e estou certa que muitos concordarão comigo, que algumas pessoas até já tiveram demais de todos nós. No mesmo jardim existem flores e ervas daninhas ou onde há rosas há espinhos... Há rostos que nos inundam de placidez, outros que só nos trazem inquietação e aborrecimento. Mergulhemos em sonhos cultivados, em olhares sinceros que nos invadem de cores vivas, sorrisos enfeitiçados no ciclo das marés em cada estação reencontrados…

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Brindar ao novo dia…



Há dias em que o sol nasce mais lentamente que o habitual. Outros há em que nem sequer o chegamos a ver. Belos são aqueles em que o seu brilho parece querer aquecer-nos o corpo e a alma, colorindo a vida de tons originais e mágicos. No entanto, a sua luminosidade é sempre igual. 
Há sinais que nos alertam para as sombras, que ignoramos por pura tolice. A verdade é que os dias mais sofridos e escuros ajudam-nos a dar valor, claridade e sabor aos outros.  Há um momento do dia em que ainda não é de noite. É nesse instante que vemos tudo mais claramente. Sem vícios nem subterfúgios… 
Todos temos esse momento iluminado, antes ou depois do entardecer, antes ou depois do anoitecer, antes ou depois do amanhecer, não importa, o amanhã trará sempre a certeza de um novo dia.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vencer!


Imagem retirada da Internet
Quando ouço e leio queixas sobre o muito que se trabalha, apetece-me também queixar, até porque nem sequer vi, e adoraria ter visto, o jogo de hoje, em que Portugal venceu a Dinamarca por 3-2. Segundo dizem foi um jogo emocionante com todos os ingredientes para fazer o coração bater mais forte e viver momentos de paixão. Mas não, não vou fazer isso, por uma razão muito simples. Tenho trabalho. É preciso respeitar quem não o tem ou quem está em vias de ficar sem ele. Trabalhar é um privilégio e está para quem não trabalha como a saúde para quem está doente. Quem está doente só almeja ter saúde, tal como quem não trabalha só deseja tê-lo. O resto são estórias bem ou mal contadas. Haja saúde! Que o trabalho esteja ao alcance de quem o deseja. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da criança!


Mosteiro de Santa Clara
Quem...
Não procura a criança dentro de si?
Não busca o sonho no olhar do outro?
A verdade nas palavras que, tantas vezes, mentem?
Não demanda o efeito do próprio sorriso no outro?
Não quer para si o mundo que em criança idealizou?
Não pesquisa caminhos encobertos no céu azul?
A surpresa no chão que julga conhecer?
O “eu” que com a idade se esqueceu ou cedeu?
A vida num sopro de criança feliz...
Quem!?...


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tempo


Big Ben - 2009
É o que todos nós necessitamos. Velho e novo, rico e pobre, homem e mulher. Todos. Corremos desenfreadamente entre o céu e a terra, o mar e o fogo, a vida e a morte. Corremos, galgamos tudo, como loucos, em busca de algo que, se preciso for, perdemos logo de seguida! Deciframos silêncios, inventamos palavras e damos forma a quimeras como se se tratassem de últimas verdades… Neste cavalgar alucinante somos um pouco de tudo, pais, mães, filhos, companheiros, amigos, profissionais, entertainers e, muitas vezes não somos nada porque não temos tempo… Vale a pena reflectir sobre o que realmente nos move…Enquanto é tempo…

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Da fragilidade da vida...

Bernardo Sassetti
Este é mais um acontecimento triste que nos faz pensar na fragilidade da vida e em como é ténue a linha que nos separa do abismo. Caminhamos todos no fio da navalha e de um momento para o outro podemos perder tudo o que temos. Uma perda para a música e para o mundo. Paz à sua alma.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sobre os protagonistas do 1º de Maio de 2012 em Portugal

Imagem retirada da Internet
Não vou chegar ao cúmulo de afirmar que este 1º de maio, dia do trabalhador, foi roubado à esquerda, e afins, pelo Pingo Doce, embora não estivesse a escrever nenhuma barbaridade, porque foi um pouco o que se passou. Em vez das tradicionais aberturas de telejornais com as habituais manifestações de trabalhadores, o que foi notícia foi a avalanche de pessoas que invadiram aquelas superfícies comerciais. Mais, e mais grave, muitas pessoas deixaram de se preocupar com o direito de se manifestarem, até pelo facto de não terem emprego, preferindo a correria aos descontos, certamente para comprar coisas que na maior parte dos casos nem precisariam.
O acontecido sugere reflexão. Será que se perdeu a esperança? Será que as pessoas ficaram mais felizes por gastarem num dia o dinheiro que lhes fará falta para outras coisas durante o resto do mês, na febre dos descontos e do comprar? Como em tudo na vida, a sofreguidão por tudo quanto é prazer imediato depressa se faz acompanhar do sabor amargo de não poder satisfazer outras necessidades mais fortes e, mais cedo do que tarde, as mesmas pessoas que acharam maravilhas e correram atrás do sonho, verificarão que se tratou de um pesadelo. Só pode! Foi um espectáculo entre o cómico e o trágico. Uma autêntica tragicomédia, com algo de humilhante à mistura… Há quem assim não pense. Ainda bem. Somos um país pobre, mas livre.
Quanto à iniciativa da Jerónimo Martins acho-a deprimente e só possível de ter os efeitos que teve enquanto existirem pessoas a aderir às facilidades dos contos do vigário. Mais, se podem vender com 50% de desconto os produtos num dia sem ter prejuízo, que dizer do preço que nos cobram todos os dias? Apesar do esforço, não ficaram muito bem na fotografia! O vil metal não é tudo! Conheço muitas pessoas que até a consideravam uma marca de confiança e passaram a desconfiar dela! Terão os responsáveis de reforçar a credibilidade de imagem da mesma, já que para muita gente, esta ficou algo beliscada. Quanto aos outros que aderiram não se fidelizarão nunca a nada. Só a quem prometer mais! Nesta caso menos. E esta hein?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A propósito de despropósitos


As pessoas mesquinhas soltam a peçonha ao mínimo sinal de vitória… As pessoas bem formadas são incapazes de pisar quem está em baixo. Essa é a principal característica que distingue pessoas com predisposição para serem vencedores ou vencidos. Sempre afirmei que os verdadeiros vencedores se conhecem nas derrotas e nunca nas vitórias. É que a brincar e a brincar …

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Vivências e dormências



A solidão ensina-nos a valorizar a convivência
A guerra a dar valor à paz
O desgosto à ventura
O silêncio às palavras
O feio ao belo
O cansaço ao descanso
A doença à saúde
A morte à vida…

terça-feira, 10 de abril de 2012

Escrevinhar


Que saudades do tempo em que não era preciso escrevinhar! A vida era cheia de cores, sabores, odores, tonalidades e magia… Respiravam-se. Não era preciso descrevê-los. Bastava senti-los. Estavam estampados onde deveriam! Agora lê-se a intimidade de cada um em tudo quanto é blogue. As pessoas habituaram-se a esta forma de estar/ser e deixam de viver para descrever...
Será que os afectos não deveriam ficar por matizar? O livro não deveria ir para as bancas? Cada coisa não deveria estar no seu devido lugar? Qual será a utilidade de escrever com variantes tão mínimas que por vezes mais parece estar-se a ler sempre o mesmo? O que apareceu primeiro a galinha ou o ovo? Será mais importante dar as respostas ou formular as perguntas?
Evidentemente que esta reflexão não é direcionada para a escrita interventiva, muito menos para a criativa, apenas se pretende reflectir sobre a escrita que anseia substituir e/ou provocar vivências, os chamados desabafos que em tempos faziam parte dos diários, que apenas interessam a quem os escreve, a mais uma dúzia de amigos, uma dezena de alcoviteiros e a alguns curiosos do limite para a patetice alheia.  

segunda-feira, 12 de março de 2012

O melhor é sorrir...


Todos temos estrelas no céu sem limites,
Somos todos pétalas de flores, mais ou menos perfumadas
Todos derramamos lágrimas, querendo ou não
Somos todos cativos, ou de nós próprios ou de outros
Esperamos todos por um futuro que não espera por nós…


quinta-feira, 8 de março de 2012

Destino

Muitas vezes, o destino somos nós que o fazemos!
Fechamos portas, abrimos janelas;
Imagem retirada da Internet
voltamos a abrir, depois a fechar;
até que outros mundos se abrem…
Nós humanos, homens e mulheres,
somos mesmo assim:
amamos e desprezamos,
rendemo-nos e lutamos,
até ao dia em que nos encontramos…
Num sorriso aberto, num olhar desperto
Numa voz musical, num vazio que se completa.
 
 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Força!


Atravessamos pontes, se não existem inventamo-las, galgamos campos, ruas e desertos, enfrentamos ondas, marés e contornamos obstáculos gigantes! Quantas vezes damos connosco a correr… Para quê? Para nada. Porquê? Porque somos humanos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nem sempre, nem nunca…


Há pessoas que procuram, de forma sistemática, a terra do nunca, como se existisse… Claro que a terra do sempre tão pouco existe… Viajar é uma lição de história, uma experiência sociocultural maravilhosa e enriquecedora. Mas, por muitas terras que se vislumbrem, por muitas que já se tenham conhecido, há com frequência aquela que nos toca o coração, nos enche a alma e nos preenche o imaginário…E de que maneira!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sossegar...


Calma, doçura, sossego… Como se fosse possível escolher pensamentos, estados de espírito, vontades… Quantas vezes estragamos bons momentos com agressividades tamanhas, só porque achamos que as coisas se passam de determinada maneira? Aquilo que sentimos, para o bem e para o mal, deixa-nos cegos, surdos e mudos…À velocidade do som ficamos zangados, de unhas e línguas afiadas… Neuras que não levam a lugar nenhum. Por isso, é preciso pensar e viver em ambientes zen, docinhos e sossegados. A atitude e o tempo podem ser bons remédios!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quanto...

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Quanto de doçura e de amargura encerra o amor
Quanto de entrega e de fraqueza é preciso libertar
Quanto de perder o “eu” e encontrar-se no “nós”
Para o renascer diário no sorriso do ser amado…

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Histórias e Estórias…


 "Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo."
Albert Einstein

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Robustez


Gosto de ter e de sentir força, até nas fragilidades
Olhos nos olhos, mão na mão, dedos entrelaçados...
A todos e a cada um compete ser, bastar e bastar-se
Sorrir e perdoar, ao outro e a si mesmo, esperançados…
Sempre!