sexta-feira, 11 de junho de 2010

Porque...

Porquês que a linguagem
Não consegue dar resposta.
Analisam-se as palavras
Conteúdos, tons, pausas. Nada.
Porquês que o coração procura
E não encontra.
Talvez seja tempo de perguntas!
As respostas hão-de surgir
Dentro de nós.
NM

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mudança!

Paraíso desejado, inferno receado
Ora o desespero, ora a esperança
Altos e baixos, doces e amargos
Assim é a vida, reina a mudança.
NM

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sem título

Há coisas que não se explicam,
Sentem-se…
Alguns sonhos têm prazo de validade,
Sonhe-se…
Escrever, reescrever, recomeçar,
Recomece-se…
Sonhar faz parte da vida,
Viva-se…
Há palavras que deixam mágoas,
Silenciem-se…
Parar, escutar e olhar,
Caminhe-se…
Amanhã pode ser tarde,
Comece-se… hoje!
NM

domingo, 6 de junho de 2010

Melancolia

Quem tem a noite no coração
Não pode cantar o dia
Anseia pela madrugada
Que depressa se faz tarde…
NM

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Norte e Sul

Há quem perca o Norte por muito pouco, o limite do bom senso, que tanta falta faz! Por vezes, a vaidade, a sede de conquista, leva ao elogio fácil e auto-elogio promovendo espectáculos pouco recomendados. Perde-se mais do que se ganha. Há coisas privadas que devem permanecer isso mesmo - privadas. Sem me querer afirmar melhor do que ninguém, até porque não se é bom juiz em causa própria, acredito que há regras que não se devem infringir. Mas isto, é só a minha opinião, claro!
NM

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Era dia!

Era dia de contar as estrelas
E o sol nunca mais se punha,
Era dia de somar silêncios
E as palavras brotavam incessantemente
Irreverentes e intempestivas.
Afinal, era dia de levar o que se encontrou – nada.
Era dia de ver o que nunca se acreditou.
Era dia!
NM

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Laranjas

“Todo o amor é imaginário” – disse Padre António Vieira.
Também penso que tendemos a amar o que imaginamos e não o real. Fantasiamos de tal forma que chegamos a acreditar na mentira que construímos, de tanto querer que fosse real. Amamo-la tão verdadeiramente que ficamos cegos, surdos e mudos aos sinais de alerta. Somos humanos, como tal, erramos. Mas, já agora, sem querer ser pretensiosa, adicionaria o quase, acrescentando aqui algum optimismo. Acredito, sinceramente, que quase todo o amor é imaginário. Creio numa margem, embora pequena, de amor sincero e real, quais meias laranjas que se encontram neste universo imenso, em que abundam as variedades e as qualidades de fruta.
NM