É verdade! De tanto querer esgota-se o essencial. Como aromas perseverantes que deixam de se diferenciar. Crónicas adormecidas e adiadas por sabores agre e doce, tantas vezes carregados de saudade de um tempo que não volta. Só se adiam vontades mudando-se formas de estar. O futuro constrói-se no presente a cada movimento que se faz, causando, ora avanços, ora recuos. Luta-se por coerência, naquilo que é a essência do ser. Deixemos o supérfluo! Não vale a pena insistir em causas mais ou menos perdidas, tentando desesperadamente ler a história do avesso. Forçar soluções sem conhecer razões tão pouco é aconselhável. Para tudo há uma explicação, que emerge sempre, às vezes, quando menos se espera. Há coisas tão simples, quanto maravilhosas, basta desejar novos rumos, e não esperar nada. Hoje almeja-se uma mudança de atitude deixando as complicações para quem diariamente as cultiva. O valor não se impõe. É uma conquista diária que dá trabalho, mas que vale muito a pena! Para isso, como diz o poeta, é preciso que a alma não seja pequena.
terça-feira, 19 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Doçura
Grandeza
Há um tempo em que o que um sonha, o outro realiza. Um faz acontecer, o outro faz com que valha a pena. Trocam-se palavras fortes, promessas de imprevidentes desconhecedores da sorte que têm, desperdiçando-a. Sentires e valores que se atiram ao vento e se afogam no mar, tudo se fazendo para se apagar marcas. Continua-se a procura, perdendo-se. As mágoas é que deveriam ter prazo de validade. Não o amor.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Partidas e chegadas
Quantas palavras soltas nos escorregam entre os dedos
| Gondolla - Veneza |
Espalhadas em desalinhos de mãos fugidias
Perdidas nos lábios silenciados
Em punhados de sonho
Braçadas de mar galgado
No desatino de chegar.
Ou de partir.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Abraças
| Imagem retirada da Internet |
Palavra doce, nova, forte. Quer dizer abraço em catalão. Descobri-a há alguns dias com uma pessoa extraordinária. Quem me conhece bem, e são poucos, sabe que aprecio este gesto de demonstração afectiva de forma indizível. Agora com valor acrescentado. Jamais esquecerei a carga significante que lhe está inerente. O sofrimento, a emoção, a solidariedade a beleza, o insólito, o resgatar do corpo e da alma, num só gesto. Abraças.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Querer e ser…
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