sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Brindar ao novo dia…



Há dias em que o sol nasce mais lentamente que o habitual. Outros há em que nem sequer o chegamos a ver. Belos são aqueles em que o seu brilho parece querer aquecer-nos o corpo e a alma, colorindo a vida de tons originais e mágicos. No entanto, a sua luminosidade é sempre igual. 
Há sinais que nos alertam para as sombras, que ignoramos por pura tolice. A verdade é que os dias mais sofridos e escuros ajudam-nos a dar valor, claridade e sabor aos outros.  Há um momento do dia em que ainda não é de noite. É nesse instante que vemos tudo mais claramente. Sem vícios nem subterfúgios… 
Todos temos esse momento iluminado, antes ou depois do entardecer, antes ou depois do anoitecer, antes ou depois do amanhecer, não importa, o amanhã trará sempre a certeza de um novo dia.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sonho de um dia de Verão...


Palácio de Versalhes

Foi um sonho breve mas tão intenso que cabe numa vida inteira. Dou voltas e reviravoltas mas o filme não me sai da cabeça. A estrada era toda nossa. Recordo o momento em que te vi num instante breve e mágico. Como se te conhecesse desde sempre. Vestias branco como te tinha idealizado há tanto tempo… Era tarde, a tua mão na minha, leve e cálida, parecia finalmente ter encontrado o seu lugar… No teu sorriso me revi como se tivesse chegado a casa de uma longa viagem… No teu olhar mergulhei desnudada de coração limpo inundando e transbordando afectos … Quis o destino que não tivessem passado de simples instantes, mágicos, como uma obra-prima retirada de um qualquer museu de Paris... Qual cena da vida inebriante só comparável às sensações provocadas por puros clássicos e modernos do mundo das artes. Um estado zen que reconheci junto a ti. O filme era nosso. A casa era toda envidraçada, frente ao mar imenso e nosso aliado sem o termos visto nunca juntos. Hoje navego em palavras que disse, mergulho em pensamentos que não verbalizei, revivo momentos que jamais esquecerei e que tu nem por sombras imaginas…



domingo, 17 de junho de 2012

Similitudes


Imagem retirada da Internet
No futebol é como na vida, nada é certo. Muitas vezes, quando se julga que se ganhou, já se perdeu... Mas quando se acerta mesmo, é maravilhoso!!! Por cada vitória,  há alguém derrotado. Por vezes, também se pode ganhar perdendo!!!Tal como na vida... Ontem perdeu-se, hoje ganhou-se. Viva Portugal. Viva la vita!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Impossíveis?

Imagem retirada da Internet



Quantas vezes somos levados a teimar em realizar impossíveis. Às vezes por tempo de mais. A mágoa e a revolta tomam o lugar de outros sentimentos. A sede de justiça move-nos. Exigimos, barafustamos, sobrevivemos. Adormecemos cansados e acordamos exaustos. A coragem e a força são nossas companheiras de viagem. Recomeçamos, pelo despertar da aurora, mais uma jornada de impossibilidades. Lutando por causas em que acreditamos e por ideias a que nos amarramos. Muitas vezes contra o tempo e contra a lógica da vida. Até ao limite do suportável. Ou até que o impossível deixe de o ser…


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vencer!


Imagem retirada da Internet
Quando ouço e leio queixas sobre o muito que se trabalha, apetece-me também queixar, até porque nem sequer vi, e adoraria ter visto, o jogo de hoje, em que Portugal venceu a Dinamarca por 3-2. Segundo dizem foi um jogo emocionante com todos os ingredientes para fazer o coração bater mais forte e viver momentos de paixão. Mas não, não vou fazer isso, por uma razão muito simples. Tenho trabalho. É preciso respeitar quem não o tem ou quem está em vias de ficar sem ele. Trabalhar é um privilégio e está para quem não trabalha como a saúde para quem está doente. Quem está doente só almeja ter saúde, tal como quem não trabalha só deseja tê-lo. O resto são estórias bem ou mal contadas. Haja saúde! Que o trabalho esteja ao alcance de quem o deseja. 

domingo, 10 de junho de 2012

Cerejas

Imagem retirada da Internet
Cerejas são como palavras.
Escolhem-se tocando cada uma entre dois dedos,
Trincando e saboreando as eleitas.
Umas mais doces e rijas, outras mais amargas e moles…
Apetecíveis… 
Não me lembro se gostas de cerejas 
Das palavras sei que sim… 
Doces e robustas… 
Como as cerejas!
 

sábado, 9 de junho de 2012

Feira Medieval



Foi hoje que no Largo da Sé Velha  se fez a habitual viagem no tempo com mais uma edição da Feira Medieval de Coimbra. Lá estavam os comerciantes a vender os seus produtos, de tudo um pouco, as ciganas a ler a sina, o mendigo a pedir esmola, as danças e costumes medievais, os espectáculos circenses, os saltimbancos e malabaristas, os combates de cavaleiros, entre muitas outras coisas. Foi uma viagem no tempo que, sempre que posso, faço, com um apetite genuíno de comer uma sardinha e uma febra no pão, e brindar a vida com um copo de vinho tinto ao som de todo aquele burburinho e ambiente festivo de outros tempos que nos traz nostalgia e esperança no amanhã. Só  analisando o passado com muito apreço e afeição conseguimos projectar e construir um futuro risonho…

A Feira Medieval de Coimbra, que, dizem, foi a primeira a realizar-se em Portugal, é realmente um local de passagem obrigatório, de convívio e de encontro com a História. Ainda há pessoas e entidades que se preocupam em manter a tradição! Bem hajam!