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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Estrelas

Sob este mar que acalma
Há gritos que se abafam
Que não se querem desprender
Vozes que sussurram nomes
Que se reprime dizer
Versos que se soltam irreverentes
Que se adoçam no tempo
Na não pronúncia de partidas
Que se queriam chegadas…
Aconchegadas.
Caminhos que nos chamam...
Segredos da alma…
É bom escutar a voz do silêncio
Sorver calmamente as centelhas
Da tarde que se despede
Ansiando pela chegada das estrelas que espreitam!
Belas e radiosas!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Destino

O destino somos nós que o fazemos. Constantemente. A cada momento. Deus ajuda sempre, dando-nos ora, o que precisamos, ora o que pedimos, ora, ainda, o que merecemos. Ou não. Os Seus desígnios são, por vezes, insondáveis. Nem sempre correspondendo ao que queremos. Lutamos por aquilo em que acreditamos, enquanto acreditamos, com a consciência que nem sempre alcançamos o que traçámos. É interessante verificar que, por vezes, se atingem metas só que, entretanto, as mudanças alteraram formas de ser e de estar, nossas e dos outros, alterando planos. Outras, damos connosco a querer algo que nunca se sonhou vir a querer, trocando-nos as voltas, fazendo-nos sofrer. É a vida! Tudo muda e se transforma!  Acredito que o sonho comanda a nossa existência, que o caminho se faz caminhando e que o amanhã será sempre melhor, porque Deus é grande e infinitamente bom. Acredito mesmo. Entre o céu e o mar havemos de nos encontrar...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Caminhos

Há dias em que nos sentimos um pouco perdidos, inclusive de nós próprios… para nos reencontrarmos logo de seguida. De preferência! É preciso saber-se o que se quer, ou, no mínimo, o que não se quer. Faz bem sentir a fragilidade de certas coisas para melhor valorizar outras. Há dias em que as noites nunca mais acabam. Há dias de tudos, de assim-assim e de nadas! Pois é! Há dias assim.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vida!

Imagem retirada da Internet
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
José Saramago

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ser ou não ser…

Há momentos em que temos que tomar as rédeas do nosso destino sem esquecer, nunca, que ser independente tem as suas vantagens e desvantagens. Reconhecer em nós mesmos autoridade para comandar a própria vida cultivando a referência do poder pessoal de cada um, procurando não se deixar levar por sentimentalismos, nem se acomodar a escolhas de segunda categoria, é apanágio de muito poucos. A verdade é que, sempre que dependemos do outro, colocando a própria felicidade em mãos alheias, se ele falha, sentimo-nos perdidos. Assim, é fundamental reconhecer a própria força e procurar não depender de mais ninguém. Na busca da felicidade, é preciso reconhecer em nós próprios a autoridade necessária para comandar o próprio destino. Claro que existirão excepções, até para confirmar a própria regra! Desconheço, mas gostaria muito de conhecer! Apesar de ser uma pessoa muito determinada, sonhadora e segura do que quero, e sobretudo do que não quero, como mulher de Fé que sou, sei que a última palavra será sempre d’Ele – Deus único e omnipotente, cujos desígnios são, por vezes, um mistério!
NM

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Rumos

Ao volante
A pé
Escolhemos caminhos
Estradas
Auto-estradas
Itinerários
Viagens
Partidas
Chegadas
Todos os dias
A cada minuto
Vislumbramos a esperança
De chegar
De cumprir
Nossos destinos
Sejam eles quais forem.
NM

sábado, 10 de abril de 2010

Reescrever - Versalhes

Reler faz bem, nem sempre se gosta do que se fez no passado. É bom poder rever, mudar, actualizar, reescrever... já que na vida não é possível… Em alguns casos ainda bem… A vida é feita de escolhas. É preciso acreditar nelas. Fazê-las não basta. Acreditar na mudança, no sonho, no fazer melhor. Reinventar-se todos os dias. Desafio de ser quem somos, não esquecendo o que queremos ser, sem medo de mudar para melhor, nunca para pior. Absurdo é persistir no erro, não por convicção, mas por teimosia. Reescrever sim, repetir não. Olhar para trás e entender as coisas. A vida é generosa quando se tem o que se necessita para se ser feliz. Escolhas, decisões, momentos. Encarar o facto de sermos mortais e de errarmos muito. Reescrever é preciso. Fundamental. Enquanto podemos. Não esquecer que não existem verdades absolutas, excepto as impostas pela Natureza. As teorias para as entender, não passam de interpretações, convicções, actos de fé. Ser parte, mínima, mas, integrante do todo. Mudar o mundo. Ser mudado por ele. Ser responsável pelas próprias escolhas. Reescrever. Renovar.
NM