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sábado, 18 de junho de 2011

Tentações

Lendo Amin Maalouf é impossível não reflectir acerca do eu e dos comportamentos dos que nos rodeiam. Refiro-me concretamente às três tentações com que nos deparamos ao longo da nossa vida. A tentação do precipício, aquela que reflecte a atitude de pessoas que ao sentirem-se insignificantes, se lançam no abismo tentando arrastar outros na sua queda. A tentação da parede, aquela que revela uma atitude de quem se agarra aos comportamentos habituais, à espera que passe a tempestade. E, finalmente, a tentação do cume, aquela que espelha a atitude das pessoas que pretendem combater científica e eticamente as ameaças que pairam sobre a humanidade, fazendo-a dar um salto qualitativo.
Não me revendo em absoluto na tentação do precipício, reconhecendo o comodismo que a tentação da parede apresenta, identifico-me, sem qualquer sombra de dúvida, com a tentação do cume. Procuro, por vezes conseguindo, marcar a diferença, lutando diariamente pelos meus ideais, vencendo medos e desilusões, procurando, constantemente, dar um salto qualitativo.
NM

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Paz

Não consigo encontrar-me nas palavras que escrevo
Tenho cartas que não consigo escrever de maneira nenhuma
Tempestades que teimam em rebentar cá dentro
Bonanças que teimam em bordar de cinzento
Palavras que demoram em soar colorindo
É nas que não escrevo que me vou descobrindo
Melhor, por agora, o silêncio…
NM

domingo, 15 de agosto de 2010

Eu

Sou música
Sou violino
Sou mar
Sou livro aberto
Que é preciso decifrar…
NM