sábado, 21 de abril de 2012

Pedras no mar



Não quero mais sentir pedras no mar
Silêncios de enregelar
Bulícios de flagelar
Mentiras de arrepiar…
São pedras passadas
Não quero nelas mais tropeçar!
Quero sentir pérolas de certezas
Em águas límpidas por descobrir...
Sei que há algumas, raras,
Neste imenso mar onde a beleza das praias
Está nas marés de cantinhos de sereia a desvendar…

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A propósito de despropósitos


As pessoas mesquinhas soltam a peçonha ao mínimo sinal de vitória… As pessoas bem formadas são incapazes de pisar quem está em baixo. Essa é a principal característica que distingue pessoas com predisposição para serem vencedores ou vencidos. Sempre afirmei que os verdadeiros vencedores se conhecem nas derrotas e nunca nas vitórias. É que a brincar e a brincar …

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Vivências e dormências



A solidão ensina-nos a valorizar a convivência
A guerra a dar valor à paz
O desgosto à ventura
O silêncio às palavras
O feio ao belo
O cansaço ao descanso
A doença à saúde
A morte à vida…

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Flores!



Almas que se unem
Sem deixar de ser
Sem deixar de ver
Que nada é eterno,
Que tudo muda…
Até o amor!
Sem deixar de o ser
A cada gemido que fica
A cada mágoa que parte
Compreender os silêncios
Os olhares cinzentos
As palavras matizadas
Os sorrisos confiantes
Brilhantes e esperançados
Em primaveras que florescem
Sempre!
 
 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pedaços de céu


Quem não vislumbrou amanhãs sorridentes
Abraços apertados em manhãs reluzentes
Sorrisos rasgados de paixões ardentes
Beijos enamorados em tardes de encantar…?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Livros



Livros são para se ler devagar
Palavras para se saborear
Portões que se abrem
Lufadas de ar fresco!
Adocicando amanheceres
Ansiando por entardeceres
Livros são bálsamos de esperas
Em noites de luar…

terça-feira, 10 de abril de 2012

Escrevinhar


Que saudades do tempo em que não era preciso escrevinhar! A vida era cheia de cores, sabores, odores, tonalidades e magia… Respiravam-se. Não era preciso descrevê-los. Bastava senti-los. Estavam estampados onde deveriam! Agora lê-se a intimidade de cada um em tudo quanto é blogue. As pessoas habituaram-se a esta forma de estar/ser e deixam de viver para descrever...
Será que os afectos não deveriam ficar por matizar? O livro não deveria ir para as bancas? Cada coisa não deveria estar no seu devido lugar? Qual será a utilidade de escrever com variantes tão mínimas que por vezes mais parece estar-se a ler sempre o mesmo? O que apareceu primeiro a galinha ou o ovo? Será mais importante dar as respostas ou formular as perguntas?
Evidentemente que esta reflexão não é direcionada para a escrita interventiva, muito menos para a criativa, apenas se pretende reflectir sobre a escrita que anseia substituir e/ou provocar vivências, os chamados desabafos que em tempos faziam parte dos diários, que apenas interessam a quem os escreve, a mais uma dúzia de amigos, uma dezena de alcoviteiros e a alguns curiosos do limite para a patetice alheia.