domingo, 26 de junho de 2011

Esperança

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Amanheceu
O efémero não passará disso mesmo
Se há um mundo que nos afoga
Há um outro que nos salva!
NM

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Escuridão

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Palavra crua
Afecto intenso que o negro esconde
Chama que se apaga na noite escura
Versos frágeis e hesitantes
Ondulantes como as ondas do mar
Flutuantes como a barcaça no rio
Navegantes no silêncio cúmplice
Aspirantes de um novo dia!
NM

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sorriso

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Há palavras excedentes e supérfluas. Linguagens que pecam por não serem silêncios. Vaidades vãs. Há momentos em que apetece agarrar verdades, esbofetear mentiras, amassá-las e deitá-las fora, para bem longe. Onde não tenhamos que vê-las nem suportá-las. Há dias assim. Em que o melhor de nós se revê no sonho que jamais há-de murchar. Sorrisos que ninguém conseguirá apagar. Por muito que tentem. Uma coisa é certa, quando se abatem sonhos é bom que se saiba o que se está a fazer.
NM

terça-feira, 21 de junho de 2011

Solstício


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Eis o verão que começa
Cheio de promessas e vontades
Na vida quando se apressa
Há que enfrentar as verdades!
NM

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Amanhã

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Quero entrar no teu olhar
Devagar, sem pressas,
Abrir-te as mãos e fechá-las com as minhas,
Analisar-te os dedos e experimentar entrelaçá-los nos meus,
Quero rever-me no teu sorriso e colocá-lo ao lado do meu.
Só isso.
NM

sábado, 18 de junho de 2011

Tentações

Lendo Amin Maalouf é impossível não reflectir acerca do eu e dos comportamentos dos que nos rodeiam. Refiro-me concretamente às três tentações com que nos deparamos ao longo da nossa vida. A tentação do precipício, aquela que reflecte a atitude de pessoas que ao sentirem-se insignificantes, se lançam no abismo tentando arrastar outros na sua queda. A tentação da parede, aquela que revela uma atitude de quem se agarra aos comportamentos habituais, à espera que passe a tempestade. E, finalmente, a tentação do cume, aquela que espelha a atitude das pessoas que pretendem combater científica e eticamente as ameaças que pairam sobre a humanidade, fazendo-a dar um salto qualitativo.
Não me revendo em absoluto na tentação do precipício, reconhecendo o comodismo que a tentação da parede apresenta, identifico-me, sem qualquer sombra de dúvida, com a tentação do cume. Procuro, por vezes conseguindo, marcar a diferença, lutando diariamente pelos meus ideais, vencendo medos e desilusões, procurando, constantemente, dar um salto qualitativo.
NM