quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tentações!

Às vezes sorvem-se palavras como se se tratasse de goles de água preciosa para matar a sede, de se deliciar na tentação de uma maçã que mata fomes ou de se saborear um vinho que satisfaz os sentidos. A sua omissão pode ser uma fonte de frustração para quem as estima. Aos amantes das palavras, cuidado! Elas são, muitas vezes, ocas, vazias de significado. Outras, apenas uma inesgotável fonte de magia. Assim, todo o cuidado é pouco. Destrinçá-las pode ser fundamental à vida e ao espírito. O tempo é o grande revelador de todas as dúvidas e a confirmação de algumas certezas. Ele também nos segreda ao ouvido primeiro, gritando mais tarde, se vale a pena esperar, ou não. Doces ou amargas, sempre haverá quem as prefira ao silêncio.
Para os menos crédulos há um aliado que atesta, ou não, a força das palavras. É o olhar. Uma espécie de prova que raramente engana. Ao contrário das palavras, há certezas que o olhar transmite que algumas, mesmo as mais rebuscadas, jamais transmitirão. Além disso, existem os actos que falam por elas muitas vezes. E esses podem revelar muitas coisas que elas procuram camuflar!
Apesar de tudo, há que reconhecer o seu poder, a sua inegável beleza e a sua força tentadora e libertadora!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A parte e o todo


Imagem retirada da Internet
Parte de mim anseia bem-querer 
A outra somente desligar
Parte de mim quer partir
A outra deseja ficar.

Metade está presa à saudade
A outra metade é liberdade
Metade de mim quer amar
A outra pensa em abdicar.

Parte de mim quer esquecer
A outra apenas lembrar
Parte de mim quer afectos
A outra parte, também.

domingo, 24 de julho de 2011

Pobre menina rica!

Imagem retirada da Internet
Amy Winehouse descrita como uma mulher frágil para uma grande voz, extinguiu-se prematuramente. Não se pode deixar de reflectir sobre as voltas e revoltas que o [in]sucesso pode trazer consigo. Para uns era um ser humano caracterizado sem alma, para outros uma diva. Dum lado o palco, do outro a clínica… Referindo-se a esta, em Rehab, dizia,”I said no, no, no.” A mesma resposta valeu-lhe para o palco da vida. Que tenha encontrado a Paz! A propósito de serenidade, ou falta dela, este triste caso faz-nos meditar nas palavras de Reinhold Niebuhr, “concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras.”

sábado, 23 de julho de 2011

Tristão e Isolda

Imagem retirada da Internet
História lendária que conta o amor trágico entre o cavaleiro Tristão da Cornualha e a princesa Irlandesa Isolda. Um amor mítico que faz suspirar qualquer mortal, pelo impossível, o belo, o eterno… Enfim, é o tipo de filme que deixa um sabor amargo a quem sonha viver um amor daquele tamanho, sem medida, só que possível… Santa ingenuidade… Ou talvez não! É preciso ter esperança!!!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Veranear?


A palavra hibernar não tem qualquer oposto. Acordar, despertar são os verbos cujo sentido mais se lhe aproxima. Hibernar pode, também, significar invernar. Aí é fácil encontrar oposto - veranear, estivar. Busca-se e rebusca-se e não se encontra palavra que traduza o sentir do momento. Não há outro remédio! Tem que se afirmar pela negativa. Sente-se precisamente o contrário de hibernar! Em cores cálidas, doces e puras. Recheados de flores, também! Abençoados tempos de Verão e de lazer em que tudo apetece e nada aborrece! Finalmente! Bom descanso, coisinhas boas, e veranear muito! Bem acordados! Nada de hibernar!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sorrir!

19 de Julho 2011
A verdade e a mentira! Há quem diga que são irmãs. À partida prefere-se a primeira, embora se admita que a segunda constitua uma enorme e agradável tentação. Ao reflectirmos sobre a verdade, que é aquela que, por agora, merece a nossa reflexão, lembramos algo já dito e redito, ou seja, que esta deve incluir três linhas de razão: a nossa verdade, a verdade do outro e a verdade propriamente dita.
Verdadeiro é, sem dúvida, o sorriso feliz de quem se [re]encontra e vê reconhecido o valor do seu trabalho e dedicação.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Adiamentos! O futuro começa hoje!

É verdade! De tanto querer esgota-se o essencial. Como aromas perseverantes que deixam de se diferenciar. Crónicas adormecidas e adiadas por sabores agre e doce, tantas vezes carregados de saudade de um tempo que não volta. Só se adiam vontades mudando-se formas de estar. O futuro constrói-se no presente a cada movimento que se faz, causando, ora avanços, ora recuos. Luta-se por coerência, naquilo que é a essência do ser. Deixemos o supérfluo! Não vale a pena insistir em causas mais ou menos perdidas, tentando desesperadamente ler a história do avesso. Forçar soluções sem conhecer razões tão pouco é aconselhável. Para tudo há uma explicação, que emerge sempre, às vezes, quando menos se espera. Há coisas tão simples, quanto maravilhosas, basta desejar novos rumos, e não esperar nada. Hoje almeja-se uma mudança de atitude deixando as complicações para quem diariamente as cultiva. O valor não se impõe. É uma conquista diária que dá trabalho, mas que vale muito a pena! Para isso, como diz o poeta, é preciso que a alma não seja pequena.