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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Justiça

Imagem retirada da Internet
Agarrar a verdade com ambas as mãos. Olhá-la de frente, sem ilusões de visão. As fábricas de ilusões colapsaram. O tempo da verdadeira democracia parece uma miragem. A crise trouxe novos pobres e muitas desigualdades. A liberdade genuína, aquela que nos dava autonomia nas escolhas, entrou em desequilíbrio. Já não estão garantidas as necessidades básicas das pessoas. Imperam as desigualdades socioeconómicas, as discriminações a vários níveis, a descrença nos governos, sejam nacionais ou europeus. Assim, para alguns, para cada vez mais , a liberdade de expressão e o direito à educação, não passam de luxos, a que não se podem permitir aceder. São bens preciosos, de segunda necessidade e só para alguns privilegiados. O desemprego assusta, a qualificação não se constituir como garantia, aterroriza. Uns safam-se, outros caem no abismo. Há partes da história à espera de ser escrita. Com verdade. Sem coloridos hipócritas. É difícil, mas é preciso preservar a esperança no amanhã. Pode desaparecer, ou emigrar, o sonhador, mas o sonho persistirá. É justo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A bem de quem quer aprender…

Quem está em Educação, seja de jovens ou de adultos, ajuda na construção de sonhos e projectos de vida. A renovação de olhares de esperança, o renascer de sorrisos confiantes, o despertar para temáticas e problemáticas nunca antes pensadas, todo o potencial de fornecer ferramentas que facilitem a descoberta do mundo, quantas vezes de si próprios, faz do educador um profissional altamente responsável pelo poder que detém sobre o aprendente. Muitas vezes trata-se mesmo de um trabalho de missão que pode fazer toda a diferença. Para o melhor e para o pior. Que o todo-poderoso ilumine os nossos governantes e permita que o discernimento e bom senso não sejam ignorados nas suas tomadas de decisão! As medidas a tomar são muitas e urgentes! Foram deixadas para a última hora (à portuguesa) e já deveriam ter sido tomadas no início de 2012. Não se trata apenas de mudanças de políticas educativas, mas de apresentação de alternativas credíveis, de organização curricular e de gestão escolar, entre outras. O tempo urge e o direito de opção das pessoas deveria merecer todo o respeito. Apesar da confusão instalada, a minha palavra é de Fé e de Esperança. Em educação o acreditar num futuro melhor é não só refrescante, como fundamental. A qualquer momento, o sonho cumpre-se e a vida enche-se de sabor… A bem de miúdos e graúdos. Assim, se espera…

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Aprendizagem ao Longo da Vida

 É com alguma revolta e sentimentos contraditórios que ouço e leio algumas opiniões de pessoas que só revelam desconhecimento e ignorância ao abordarem um assunto tão sério como o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências. Para falar do que não se sabe, melhor seria estar quieto e calado. O disparate seria menos evidente. Este é um sistema bem-sucedido por toda a Europa que num país com pessoas com características tão peculiares como o nosso, onde a inveja do vizinho é um lugar-comum, seria uma marca de difícil implementação, já o tinha afirmado Roberto Carneiro, grande referência e visionário em matéria de Educação. O que acontece é que na Educação de Adultos, como na Educação em geral, há bons e maus profissionais. Há os que dão o litro com sete e oito turmas, há os que corrigem tantos Portefólios Reflexivos de Aprendizagem quantos podem e há os outros que têm duas ou três turmas e os que só corrigem os PRA naquele tempo regulamentar, nem mais um minuto. Ah é verdade há outra coisa que os distingue, há os que têm o desplante de durante uma aula mandar um aluno do 2º CEB ir buscar um café (imagine-se) e há aqueles que aguentam estar numa sessão de júri de 5 ou 7 horas sem comer nem beber nada!
Há todo um caminho a percorrer neste campo da ALV! Quem anda para trás é caranguejo. O caminho faz-se de avanços e retrocessos. ” Não há caminho! O caminho faz-se caminhando”...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Quando se acredita o sonho cresce, e cumpre-se, todos os dias!

Falar de desenvolvimento local, sem falar de educação de adultos pode ser um exercício imperfeito e sem sentido. A razão entre os dois conceitos fica muitas vezes ao nível da emoção e da vontade. Não pode ser assim. Nada deve ficar ao acaso quando falamos de educação. Os responsáveis por esta, em qualquer país, pertençam eles ao poder local ou central, têm o dever de zelar por ela como se de uma preciosidade se tratasse. É que a não ser assim todos temos muito a temer e pouco a esperar. E isso não é bom. A expectativa de um povo tem que ser germinada no berço. Tem que se acreditar na transformação para melhor. Não são os pais os primeiros educadores das crianças? Não serão eles os últimos a usufruir, ou sofrer, da educação que deram aos próprios filhos? Acreditemos no investimento na educação dos nossos adultos/pais. Só assim o ciclo vigente se poderá mudar. Não é em vão que defendo que, por vezes, o mais importante não reside em dar as respostas certas, mas sim em colocar as questões adequadas.
NM

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Valores

Porque será que no cinema e na ficção em geral, os bons alunos são, quase sempre, uns nerds, os mais feios, desajeitados, desengonçados, os mais gozados por todos, os anormais lá do sítio? E, ainda por cima, porque será que os burros e mal-educados são sempre cool, giros, cheios de pinta e ultra modernos?
Será alguma frustração reprimida de quem escreve os argumentos?
Será que se pretende convencer os miúdos e graúdos que ser bom aluno é mau?
Este é um meio de promover os rufiões, o bullying, as faltas de educação e de atitudes correctas.
É preciso mudar. Indubitavelmente.
NM