No fim do dia
Olhar a estrada que se percorreu
Caminhos que se cruzaram
Coisas que ficaram por dizer
Outras tantas por fazer.
Olhar o mundo que não se conseguiu mudar!
O caminho é de quem caminha…
Há momentos perfeitos
cheios de imperfeições
que não se repetem.
O futuro faz-se de novos caminhos
de escolhas, de acreditar…
no caminho sonhado,
o mais correcto,
o caminho da esperança, do destino,
aquele que só se faz caminhando…
NM
terça-feira, 16 de março de 2010
O Amor
"De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."
William Shakespeare
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."
William Shakespeare
domingo, 14 de março de 2010
O olhar
Profundo, intenso e eloquente.
Frívolo, fugidio e superficial.
Emocionado, comovido e enternecido.
Feliz, alegre e contente.
Triste, amargurado e perdido.
Aflito, impaciente e torturado.
Calmo, sereno e tranquilo…
Certamente o espelho da alma!
Sorri e chora,
ama e odeia
com toda a força,
beleza, desespero e esperança!
Tanto e tão pouco
num simples olhar!
NM
Frívolo, fugidio e superficial.
Emocionado, comovido e enternecido.
Feliz, alegre e contente.
Triste, amargurado e perdido.
Aflito, impaciente e torturado.
Calmo, sereno e tranquilo…
Certamente o espelho da alma!
Sorri e chora,
ama e odeia
com toda a força,
beleza, desespero e esperança!
Tanto e tão pouco
num simples olhar!
NM
Silêncios
Quando a falta de tempo e de inspiração se conjugam, a melhor escolha é o silêncio. Embora a sua inocuidade seja um factor questionável.
NM
NM
sábado, 13 de março de 2010
O Mestre
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração."
Fernando Pessoa
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração."
Fernando Pessoa
Força
Onde estás sorriso meu
Onde foste tu parar
Procuro-te e não te encontro
Não sei mais onde buscar.
Há eloquência no silêncio
Como força na palavra
Mistério encerrado no tempo
Moinhos de vento, castelos de nada.
Pensamento solto
Paixão incompreendida
Tenta voar mais alto
Águia com a asa ferida.
NM
Onde foste tu parar
Procuro-te e não te encontro
Não sei mais onde buscar.
Há eloquência no silêncio
Como força na palavra
Mistério encerrado no tempo
Moinhos de vento, castelos de nada.
Pensamento solto
Paixão incompreendida
Tenta voar mais alto
Águia com a asa ferida.
NM
sexta-feira, 12 de março de 2010
Viver
Sonhar, tropeçar, descobrir
ilusões e verdades
do lado do mar salgado,
entre colinas e montes,
planaltos e encostas,
serra imensa e virgem.
À cidade retornar.
Ter um livro por escrever…
Páginas em branco, páginas escritas.
Escrever? Reescrever? Escrever de novo?
Luz e sombra...
Ver, ouvir, sentir e seguir
ruas, estradas, vielas e caminhos,
silêncios e ruídos,
entre ventos, tempestades e acalmias
livre e solta.
Como se muito fosse pouco e nada mais que tudo.
NM
ilusões e verdades
do lado do mar salgado,
entre colinas e montes,
planaltos e encostas,
serra imensa e virgem.
À cidade retornar.
Ter um livro por escrever…
Páginas em branco, páginas escritas.
Escrever? Reescrever? Escrever de novo?
Luz e sombra...
Ver, ouvir, sentir e seguir
ruas, estradas, vielas e caminhos,
silêncios e ruídos,
entre ventos, tempestades e acalmias
livre e solta.
Como se muito fosse pouco e nada mais que tudo.
NM
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