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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Norte e Sul
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Era dia!
E o sol nunca mais se punha,
Era dia de somar silêncios
E as palavras brotavam incessantemente
Irreverentes e intempestivas.
Afinal, era dia de levar o que se encontrou – nada.
Era dia de ver o que nunca se acreditou.
Era dia!
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
Laranjas
Também penso que tendemos a amar o que imaginamos e não o real. Fantasiamos de tal forma que chegamos a acreditar na mentira que construímos, de tanto querer que fosse real. Amamo-la tão verdadeiramente que ficamos cegos, surdos e mudos aos sinais de alerta. Somos humanos, como tal, erramos. Mas, já agora, sem querer ser pretensiosa, adicionaria o quase, acrescentando aqui algum optimismo. Acredito, sinceramente, que quase todo o amor é imaginário. Creio numa margem, embora pequena, de amor sincero e real, quais meias laranjas que se encontram neste universo imenso, em que abundam as variedades e as qualidades de fruta.
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Luz e sombra
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Inspiração
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domingo, 30 de maio de 2010
Acordar
De todas as palavras, mortais e imortais, que já escrevi, aquela que perd
urará, por calar fundo, há-de ser aquela, ou aquelas, que eu menos espero. Aliás, como tudo na vida. Quando menos esperamos, de onde menos esperamos, de quem menos esperamos, podem vir duas coisas diametralmente opostas: a felicidade e a desdita. Bater com a cabeça faz bem. Acorda-se! Desde que não seja com muita força! Como se costuma dizer, o que não nos mata torna-nos mais fortes. C’est la vie.
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sábado, 29 de maio de 2010
Credibilidade
Escrever. Procurar as palavras certas. Evitar o nunca e o sempre. Definir estados de espírito. Mover montanhas. Mudar o mundo, tarefa árdua, mas necessária. Mudar Portugal.
Imprescindível. Há sinais de fogo. O que nos falta em organização sobra-nos em capacidade de improviso. Gostaria de viver num país unido, onde o poder fosse gerido com habilidade e inteligência. Onde os melhores não evitassem a politica. Não pode ser só a fé a salvar-nos. Temos que poder contar, também, com homens e mulheres de fibra, sem trejeitos ditatoriais, que entrem e saiam da política com a mesma cara, com o mesmo dinheiro no banco e de consciência tranquila. Mais, que tenham consciência! Silêncios. Gritos. Anseia-se por mudança! Respeito. Credibilidade. Sustentabilidade. Tudo coisas importantes que não se impõem. Conquistam-se.
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