sábado, 26 de junho de 2010

Caminhada

Belos são os campos
De flores vestidos
Apetecem caminhadas
De mãos dadas
Dedos entrelaçados
Beijos molhados
Em sombras cheias de luz...
Depois partir, correr
Entre ventos e granizos
E chegar…
Qual bonança que sucede a tempestade.
NM

Naturalmente triste

Procurar apoios,
consciente ou inconscientemente,
daqueles que nos rodeiam e amam,
é humano, natural.
Quantas vezes nos levantamos
com essa ajuda preciosa,
por vezes magoando
esses corações que amamos,
que tanto nos deram…
Chegamos a absorver
as suas energias...
Quais parasitas!
Na nossa renovação
esquecemos muitas vezes
quem nos fortaleceu
sem perceber as feridas
que vamos abrindo
à custa do fecho das nossas…
Percebemos isto melhor
quando passamos para o outro lado…
NM

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Noite

Faz-se tarde na noite escura
Amanhecer do meu descontentamento
Não tardes, que a escuridão ameaça
E instala-se sem aviso
Atravessando dias
Abraçando noites de luar
Sem permissão
Violentando vontades
De mansinho pela madrugada
Tentando vencer pelo cansaço
Atitudes dúbias
Palavras vãs
Silêncios expressivos.
NM

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mar

Oh mar salgado cheio de aromas e sensações
Só tu me podes entender na mudança das marés
Sopros, gritos, silêncios e exclamações
Vem beijar-me a pele e acariciar-me os pés.
NM

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Amor

O amor é lindo
Eu amo
Faz sofrer imenso
Eu sofro
Lágrimas que se soltam
Eu choro
Sonhos que se fantasiam
Eu sonho
Acredita-se no que se quer
Eu creio
Exacerba-se a saudade
Eu sinto
Viver para o outro
Eu quero
Grita-se a paixão
Eu escrevo.
NM

terça-feira, 22 de junho de 2010

Apelo

Voam baixinho as gaivotas
planando o rio calmo como que a beijar a água doce
a brisa suave
o sol que se põe no horizonte
fim de tarde morno
brilhante
paraíso terrestre…
Oh rio que vais dar ao mar leva o meu sonho contigo
Traz-mo nas ondas do mar quando se puder realizar…
NM

sábado, 19 de junho de 2010

Sem título II

Quis resistir ao sono e à preguiça que só uma sesta proporciona, acabei por mergulhar no deleite da escrita, nas promessas que as ilusões tão bem conseguem propiciar. Sonhos sonhados à velocidade do som, ao sabor dos encantos surreais, com a vertigem por promessa nas investidas do tempo, dando vontade própria ao querer dos sentidos. Ousadias de quem consegue superar medos, enfrentando tempestades. Qual mar revolto e zangado que só a mudança de maré acalma.
NM