sexta-feira, 24 de junho de 2011

Escuridão

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Palavra crua
Afecto intenso que o negro esconde
Chama que se apaga na noite escura
Versos frágeis e hesitantes
Ondulantes como as ondas do mar
Flutuantes como a barcaça no rio
Navegantes no silêncio cúmplice
Aspirantes de um novo dia!
NM

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sorriso

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Há palavras excedentes e supérfluas. Linguagens que pecam por não serem silêncios. Vaidades vãs. Há momentos em que apetece agarrar verdades, esbofetear mentiras, amassá-las e deitá-las fora, para bem longe. Onde não tenhamos que vê-las nem suportá-las. Há dias assim. Em que o melhor de nós se revê no sonho que jamais há-de murchar. Sorrisos que ninguém conseguirá apagar. Por muito que tentem. Uma coisa é certa, quando se abatem sonhos é bom que se saiba o que se está a fazer.
NM

terça-feira, 21 de junho de 2011

Solstício


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Eis o verão que começa
Cheio de promessas e vontades
Na vida quando se apressa
Há que enfrentar as verdades!
NM

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Amanhã

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Quero entrar no teu olhar
Devagar, sem pressas,
Abrir-te as mãos e fechá-las com as minhas,
Analisar-te os dedos e experimentar entrelaçá-los nos meus,
Quero rever-me no teu sorriso e colocá-lo ao lado do meu.
Só isso.
NM

sábado, 18 de junho de 2011

Tentações

Lendo Amin Maalouf é impossível não reflectir acerca do eu e dos comportamentos dos que nos rodeiam. Refiro-me concretamente às três tentações com que nos deparamos ao longo da nossa vida. A tentação do precipício, aquela que reflecte a atitude de pessoas que ao sentirem-se insignificantes, se lançam no abismo tentando arrastar outros na sua queda. A tentação da parede, aquela que revela uma atitude de quem se agarra aos comportamentos habituais, à espera que passe a tempestade. E, finalmente, a tentação do cume, aquela que espelha a atitude das pessoas que pretendem combater científica e eticamente as ameaças que pairam sobre a humanidade, fazendo-a dar um salto qualitativo.
Não me revendo em absoluto na tentação do precipício, reconhecendo o comodismo que a tentação da parede apresenta, identifico-me, sem qualquer sombra de dúvida, com a tentação do cume. Procuro, por vezes conseguindo, marcar a diferença, lutando diariamente pelos meus ideais, vencendo medos e desilusões, procurando, constantemente, dar um salto qualitativo.
NM

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Song of Myself


Não podia deixar passar esta data tão importante sem um brinde!
Escolhi o meu poeta favorito dos tempos de Faculdade para celebrar.
O poema é muito grande por isso fica apenas a primeira estrofe e espero que a hiperligação funcione para poderem apreciar e ler o poema todo.     http://www.daypoems.net/poems/1900.html#top

1
I celebrate myself, and sing myself,
And what I assume you shall assume,
For every atom belonging to me as good belongs to you.

I loafe and invite my soul,
I lean and loafe at my ease observing a spear of summer grass.

My tongue, every atom of my blood, form'd from this soil, this air,
Born here of parents born here from parents the same, and their
parents the same,
I, now thirty-seven years old in perfect health begin,
Hoping to cease not till death.

Creeds and schools in abeyance,
Retiring back a while sufficed at what they are, but never forgotten,
I harbor for good or bad, I permit to speak at every hazard,
Nature without check with original energy.
(...)
Walt Whitman
1819-1892