sábado, 20 de agosto de 2011

Evolução

Oura
Sentir o mundo na ponta dos dedos
Em praias que se desvendam devagar,
Faz parte perdermo-nos um pouco
de nós mesmos,
Sempre que servir para nos reencontrarmos,
mais completos e sábios…
Aprender que de pequenos nadas
podem surgir grandes obras,
Ou não…

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A propósito de sorrisos...


Porto  

Já me chamaram rainha,
com desdém,
mas princesa,
com tanto carinho,
apenas tu,
e como sabe bem!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Marés

Praia da Oura
Silêncios e palavras que se perdem, que magoam, outras que se encontram, se descobrem em encantos… tamanhos! Renovam-se sonhos, descobrem-se fantasias, afastam-se desilusões… Encurtam-se distâncias! Tal como o perto se faz longe… Assim, o longe se faz perto! Tanta coisa a dizer… muita a ouvir! Cada alma, um mundo a desvendar! Coragem! Tal como há paisagens que nos tiram a respiração, há marés que conseguem acertar na praia!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Comandante...

De navios e viajantes
De almas e destinos
De sonhos errantes e secretos
Genuínos e roubados…
Comandante sem comando
Prolongamentos [des]encontrados
Praias e marés
Noites e dias
Saberes e ignorares
Quereres e esqueceres…
Comandante
                    do
                         próprio
                                     destino…

domingo, 31 de julho de 2011

“Que o Senhor nos ilumine e nos dê um Santo domingo a todos”

Curia

Sentir a brisa do tempo que passa, o beijo doce do amor que fica. Presente que é passado no momento em que é vivido, que jamais poderá ser esquecido… Acreditar em retornos vindos de sofrimentos, adquirindo formas mais robustas e fortes, resistentes a aragens e ventos de sombras que insistem em enovelar! Paz, partilha e perdão. Renovação.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sonhos...

Os sonhos devem ser grandes, como o céu e o mar. Os medos paralisam. Há que enfrentá-los. Há pessoas que atravessam tempestades no meio da multidão, outros, no seio da solidão. Cada um a seu jeito. Há pequenos gestos que podem fazer a diferença entre a lágrima e o sorriso. Mas, acima de tudo, há que dar-se valor, acreditando na grandeza do eu e em quem nos respeita e ama a nossa imagem sendo nosso espelho. E se a imagem estiver distorcida há que endireitá-la, sem receios. Quando o mar se agita no nosso âmago só um sinal sublime terá alento que o acalme. A magia e a esperança no amanhã.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A coisa certa ou talvez não…


Courgettes recheadas
Por vezes acusam-me de ser racional, orgulhosa, exigente, com tendência para a sofisticação, com a mania das igualdades, mania das superioridades, enfim coisas de quem me olha sem me ver. Quem o quiser fazer, embora haja aspectos que não são tão óbvios [como convém], verá que amo as coisas simples, emociono-me com os afectos das pessoas que amo, prezo muito a amizade, derreto-me com pouca coisa, tem é que ser especial e genuína, e sofro, isso sim, duma certa tendência de loucos que almejam atingir a perfeição e que esperam o mesmo do/a outro/a! Desculpo muita coisa, nada esqueço, porque tenho memória de “elefante”! Infelizmente. Mesmo assim, acredito ter melhorado nos últimos tempos. Alguém me disse esta semana “És uma bênção”. Obrigada. Apenas procuro fazer a diferença sem baixar os braços, nunca. Nada fácil, por vezes está-se convicto de estar a fazer a coisa certa, estando-se a fazer a coisa errada. O importante é acreditar naquilo por que se luta.
Nem acredito que as férias estão aí! Ano difícil! Prometo, a mim mesma em primeiro lugar, melhorar e renovar-me com as leituras, por prazer, e com os escritos, por paixão, sempre que puder. Boas férias!
PS- As courgettes fui eu que fiz! Estavam deliciosas!