quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A sílaba


Imagem retirada da Internet
“Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante, quase nada.
Mas faz-me falta. Só eu sei
a falta que me faz.
Por isso a procurava com obstinação.

Só ela me podia defender
do frio de janeiro, da estiagem
do verão. Uma sílaba,
Uma única sílaba.
A salvação.”
Eugénio de Andrade

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Gaivotas

Não importa
A cor das palavras
O som dos pensamentos
O aroma das ondas do mar
As gaivotas a amansar
A imensidão do céu a encantar
A vontade do vento a afagar…
Vasta é a estrada e os caminhos por trilhar.
Entre o céu e o mar
O sol e a lua…
Importa chegar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Entre o céu e o mar...

Mar de sonhos
Preenche cada sílaba
Com uma onda
Um gesto doce
Um beijo
Um abraço...
O amor verdadeiro
Resiste
Aos ruídos...
Só ouve as ondas do mar
Que trazem o que lhe querem levar
Sonhos de mar…

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Costa Nova...

Aproveite bem as pequenas coisas, algum dia você vai saber que elas eram grandes.
Robert Brault

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A vida é bela!


Imagem retirada da Internet
Sempre que a razão oprime,
O conhecimento não satisfaz,
Que a realidade é feia…
Temos as artes!
Fonte inesgotável de emoções
Sensações, criações e ilusões.
A vida é bela…
A sede satisfaz-se, melhor,
Na simplicidade de um copo de água
Do que no exotismo dum cálice de champanhe.
Por muito que se aprecie esta bebida!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os Lírios de Monet...

Imagem retirada da Internet

É urgente
Produzir silêncios ruidosos
Cores e tintos imprevistos
Proferir palavras [in]dizíveis
Escrever o impensado
Sonhar o [in]imaginado
Ir mais além…
É vital e urgente
Fechar os olhos e sentir
O aroma do ser amado
Tão subtil, tão pungente…
Saudade de verdade
Qual lírio do campo
se extraído dum quadro de Monet…
É vital, urgente e pungente
Viver e amar!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Oásis...

Só de ti
Vem a magia sonhada
No sonho silenciado
No grito calado
No beijo selado
No aconchego daquele abraço!
Estava escrito…
Ou escrevemos nós?