sábado, 4 de fevereiro de 2012

Caminhando...



Mergulhar naquele olhar sem fundo
De um rosto limpo e bem barbeado
De gesto doce e sorriso profundo
Como quem antevê algo requintado!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Margens

Rio Sena
Imagina que o tempo passa devagar
Que o sonho não é mais do que rascunho
Que o sol brilha para todos custe o que custar
Que um rio quando perde uma das margens, transborda,
Chegando a perder-se tão completamente,
Que dificilmente regressa ao leito…
Uma certeza subsiste!
O seu rumo. As águas do mar!
Inevitavelmente.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Florescer...


Imagem retirada da Internet

Brotam flores no meu jardim
Na calmaria do vento ímpar
São fruto do querer sem fim
Que as ajudou a plantar…

Ao olhá-las encantada
Até se sentem crescer
Mesmo desabrigadas
Parecem engrandecer

Nada as conseguiu parar
Das lágrimas do seu chorar
Alimentaram-se sozinhas
Libertando-se das ervas daninhas.

Deslumbrantes
Enlevadas
Parecem sorrir para mim...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sou mar


Veneza 2010
Moro em cada onda
Habito em cada sopro de vento
Vivo em cada raio de sol
Existo em cada estrela
Permaneço nos limites do luar
Renasço a cada amanhecer
Doce ou salgado
Frio ou quente
Até que o céu toque o horizonte
Sem dor
Com amor.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Aprendendo

Imagem retirada da Internet
Não confundir amizade com amor
Raiva com paixão
Afecto com desejo…
Pode-se até misturar um pouco de cada
Mas o amor! Ah o amor!
Sentimento nobre,
Tantas vezes desmedido,
Mas indispensável à vida!
O amor é salvação, não é escravidão…
Não confundir estabilidade com rotina.
Não têm nada a ver.
Pode fazer toda a diferença:
Respeitar, respeitar-se, ser respeitado.
Sempre…
No silêncio de cada alma
Reside a liberdade de um novo amanhecer!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Um gesto

 “Um gesto sem paisagem

sem horizonte ou casa
sem o outro
não chega a ser um gesto
será talvez um esgar
um grito que sufoca
tal como um rio se perde
sem as suas margens”
António Ramos Rosa

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Este é o tempo

"Este é o tempo
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura
Este é o tempo em que os homens renunciam".
Sophia de Mello Breyner