terça-feira, 10 de abril de 2012

Escrevinhar


Que saudades do tempo em que não era preciso escrevinhar! A vida era cheia de cores, sabores, odores, tonalidades e magia… Respiravam-se. Não era preciso descrevê-los. Bastava senti-los. Estavam estampados onde deveriam! Agora lê-se a intimidade de cada um em tudo quanto é blogue. As pessoas habituaram-se a esta forma de estar/ser e deixam de viver para descrever...
Será que os afectos não deveriam ficar por matizar? O livro não deveria ir para as bancas? Cada coisa não deveria estar no seu devido lugar? Qual será a utilidade de escrever com variantes tão mínimas que por vezes mais parece estar-se a ler sempre o mesmo? O que apareceu primeiro a galinha ou o ovo? Será mais importante dar as respostas ou formular as perguntas?
Evidentemente que esta reflexão não é direcionada para a escrita interventiva, muito menos para a criativa, apenas se pretende reflectir sobre a escrita que anseia substituir e/ou provocar vivências, os chamados desabafos que em tempos faziam parte dos diários, que apenas interessam a quem os escreve, a mais uma dúzia de amigos, uma dezena de alcoviteiros e a alguns curiosos do limite para a patetice alheia.  

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa Feliz!



Pressinto sonhos que não vi
Aragens, brisas e sopros doces...
Pressinto aromas de flores frescas
Prenúncios de um futuro que sorri!

sábado, 7 de abril de 2012

Porque amanhã é dia de Páscoa


Imagem retirada da Internet

Tenho saudades de outras Páscoas. Mas, a vida não pára e é preciso valorizar o presente. É um tempo de reflexão por excelência. O sentimento que envolve a Páscoa não se confina só à quadra, mas a toda uma maneira de ser e de estar. Já aqui referi e repito. A palavra, que prezo por excelência, não se compara ao valor do acto em si. A Fé não se mede a metro, mas por actos e convicções. Evolução, renovação e regeneração são vocábulos adequados ao momento. Mas, prefiro falar de actos: ser solidário, amar e ajudar sem esperar retorno, são sentimentos benignos, agora e em qualquer altura. Tal como denegrir, brincar com os sentimentos dos outros são sentimentos malignos dos quais nos devemos afastar, por muito que se nos apresentem como naturais e engraçados. Rir de si próprio é um dom, brincar com situações é divertido, mas com os sentimentos não. Este mundo tem muita gente que não sabe distinguir as duas coisas. Que neste tempo difícil e sofrido de crises pessoais e globais Deus ilumine não só quem acredita, mas sobretudo aqueles que mais precisam.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Céu...


Há olhares que se repetem pelos dias
Se recolhem pela noite longa e estrelada…
Inquietações salpicadas em ecos de silêncios
Gerados em palavras sinceras e por fim renovadas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quietude



Rio que corres calma e docemente
Acolhes paixões, amores e saudade...
As margens não te impedem de chegar
Ajudam-te a não te perder em busca da liberdade.

domingo, 25 de março de 2012

Arco-íris


Sem chuva não há arco-íris.
Será?
Quem procura, por vezes, encontra …
Sonhos por cumprir
Caminhos por trilhar
Cores por descobrir
Tonalidades ... 
Coragem de quem procura
Sorte para quem encontra…
O artifício, às vezes, resulta…
Colorindo de magia o arco-íris
Dentro de nós…

quinta-feira, 22 de março de 2012

Paisagens



Há paisagens que nos tiram a respiração
De tanto que nos aquecem o coração
Outras há, que gostaríamos de esquecer,
De tanto que nos fizeram sofrer…