quarta-feira, 18 de abril de 2012

Flores!



Almas que se unem
Sem deixar de ser
Sem deixar de ver
Que nada é eterno,
Que tudo muda…
Até o amor!
Sem deixar de o ser
A cada gemido que fica
A cada mágoa que parte
Compreender os silêncios
Os olhares cinzentos
As palavras matizadas
Os sorrisos confiantes
Brilhantes e esperançados
Em primaveras que florescem
Sempre!
 
 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pedaços de céu


Quem não vislumbrou amanhãs sorridentes
Abraços apertados em manhãs reluzentes
Sorrisos rasgados de paixões ardentes
Beijos enamorados em tardes de encantar…?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Livros



Livros são para se ler devagar
Palavras para se saborear
Portões que se abrem
Lufadas de ar fresco!
Adocicando amanheceres
Ansiando por entardeceres
Livros são bálsamos de esperas
Em noites de luar…

terça-feira, 10 de abril de 2012

Escrevinhar


Que saudades do tempo em que não era preciso escrevinhar! A vida era cheia de cores, sabores, odores, tonalidades e magia… Respiravam-se. Não era preciso descrevê-los. Bastava senti-los. Estavam estampados onde deveriam! Agora lê-se a intimidade de cada um em tudo quanto é blogue. As pessoas habituaram-se a esta forma de estar/ser e deixam de viver para descrever...
Será que os afectos não deveriam ficar por matizar? O livro não deveria ir para as bancas? Cada coisa não deveria estar no seu devido lugar? Qual será a utilidade de escrever com variantes tão mínimas que por vezes mais parece estar-se a ler sempre o mesmo? O que apareceu primeiro a galinha ou o ovo? Será mais importante dar as respostas ou formular as perguntas?
Evidentemente que esta reflexão não é direcionada para a escrita interventiva, muito menos para a criativa, apenas se pretende reflectir sobre a escrita que anseia substituir e/ou provocar vivências, os chamados desabafos que em tempos faziam parte dos diários, que apenas interessam a quem os escreve, a mais uma dúzia de amigos, uma dezena de alcoviteiros e a alguns curiosos do limite para a patetice alheia.  

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa Feliz!



Pressinto sonhos que não vi
Aragens, brisas e sopros doces...
Pressinto aromas de flores frescas
Prenúncios de um futuro que sorri!

sábado, 7 de abril de 2012

Porque amanhã é dia de Páscoa


Imagem retirada da Internet

Tenho saudades de outras Páscoas. Mas, a vida não pára e é preciso valorizar o presente. É um tempo de reflexão por excelência. O sentimento que envolve a Páscoa não se confina só à quadra, mas a toda uma maneira de ser e de estar. Já aqui referi e repito. A palavra, que prezo por excelência, não se compara ao valor do acto em si. A Fé não se mede a metro, mas por actos e convicções. Evolução, renovação e regeneração são vocábulos adequados ao momento. Mas, prefiro falar de actos: ser solidário, amar e ajudar sem esperar retorno, são sentimentos benignos, agora e em qualquer altura. Tal como denegrir, brincar com os sentimentos dos outros são sentimentos malignos dos quais nos devemos afastar, por muito que se nos apresentem como naturais e engraçados. Rir de si próprio é um dom, brincar com situações é divertido, mas com os sentimentos não. Este mundo tem muita gente que não sabe distinguir as duas coisas. Que neste tempo difícil e sofrido de crises pessoais e globais Deus ilumine não só quem acredita, mas sobretudo aqueles que mais precisam.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Céu...


Há olhares que se repetem pelos dias
Se recolhem pela noite longa e estrelada…
Inquietações salpicadas em ecos de silêncios
Gerados em palavras sinceras e por fim renovadas.