sábado, 6 de novembro de 2010

Saudade

Hoje
Sinto a angústia da ausência,
Como se o tempo mais marcasse
Como se o vento mais soprasse
Como se a chuva mais molhasse
Como se a alma mais chorasse
Há dias assim…
NM

Desilusões

Às vezes batemos de frente com a realidade
olhos nos olhos,
coração nas mãos,
é com a alma tristonha
que comprovamos que o caminho é em frente
e que o passado deve permanecer onde está…
Desiludidos, melancólicos, mas determinados
em lutar por ser quem somos,
caminhando firmemente
até que a voz nos doa
e o caminho deixe de o ser…
NM

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Busca

Sei de onde venho
e para onde vou…
no meio
a luta da descoberta
para saber quem sou.
NM

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A noz

O amor
deve ser como
a noz…
duro e resistente
por fora,
doce e tenro
por dentro…
NM

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quem espera desespera!

Às vezes temos tendência para ficar paralisados em salas de espera…Esperar por coisas que deixámos para trás e que sabemos dificilmente voltam...Mas, teimamos em esperar… São por vezes salas frias, solitárias, sem conforto e que não levam a lugar nenhum… É preciso evitar estas salas. É preciso pegar nas pernas e pôr-se ao caminho. A vida não espera…
NM

domingo, 31 de outubro de 2010

Muros

Em Julho escrevi, aqui, sobre confiança. Retomo o tema acrescentando algo sobre os “muros” que construímos quando a confiança falha. Todos temos. São muros virtuais, mas analogamente fortes e quando se levantam são, por vezes, difíceis de derrubar. Trabalho árduo, mas vale a pena viver e lutar de forma a não precisar de mais muros, porque criam sombras que impedem brilhos e sorrisos…Por vezes surgem especialistas em erguê-los… Há que evitá-los porque independentemente dos co-protagonistas para alguns os muros estarão sempre lá. Amar é confiar e quem não confia não é digno de confiança. Mas para haver confiança é preciso não haver muros. O equilíbrio pode ser mais importante do que o próprio amor. Nunca amaremos como deveríamos se não conseguirmos fazê-lo de forma equilibrada. Sem muros.
NM

“Errar é humano. Perdoar é divino.”

Errar, erramos todos. O que nos distingue é a (in)capacidade de (in)tolerância em relação aos erros. Os nossos e os dos outros.
NM