Lembranças doces e amargas…
Todas minhas e do meu fantasiar!

Saudades, beijos, abraços,
Choros e desesperos, também!
Perdas e conquistas…
Às vezes sinto-lhes a falta
Corro para casa e abro-as…
Arrumo, desarrumo, e volto a arrecadar
Cuidadosamente, sem pressas…
Gosto de as sentir perto, arrumadinhas,
Fazem-me companhia,
Mesmo que as não veja
Sei que estão lá…
Se me mudar, levo-as comigo.
Sempre.
NM
Hoje em dia não se sabe amar, nem ser-se amado. Egoísmo, independência, bem-estar, crise, são alguns dos argumentos de peso, para justificar o estado das coisas. As pessoas apaixonam-se facilmente, mas depois não conseguem evoluir para o estado do amor, que implica cedência, protecção, carinho, doação sem esperar nada em troca, humildade, aceitação do outro e das limitações do próprio. Dá pena ver o ponto de degradação a que as pessoas chegam só para não aceitar o outro, ou a si mesmo. Triste. Pior do que a famigerada crise, é o ser humano que se está a consumir a si próprio! Ninguém conseguirá mudar nada neste mundo se não conseguir mudar-se a si próprio!