domingo, 28 de novembro de 2010

Frio!

Saudade do calor,
dos dias
em que o amor e a paixão
falam alto
aquecendo corpo e alma
em fracções de segundo…
Verão ou Inverno!
Sem frio!
NM

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chuva

Lágrimas
Escorrem janelas abaixo
Pelas frestas das fachadas
Chuva miudinha
Teimosamente…
O calor do sol há-de enxugá-las
Certamente!
NM

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Desafio

É acordar todos os dias
Ir-se à vida
Sem vontade
Sem entusiasmo
Sem brilho no olhar
Sem sorriso nos lábios
Com um objectivo no horizonte longínquo -
Sobreviver!
Dar sentido às coisas,
Impulso à luta!
Procura de sinergias,
Impetuosidade!
Sangue na guelra!
Mérito dos que tentam
Plenitude de quem consegue!
Dar a volta certa
Encurtando distâncias
Aproximando amanhãs!
Perdas que somam vitórias…
NM

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Gavetas

Arrumo os meus sonhos em gavetas
Lembranças doces e amargas…
Todas minhas e do meu fantasiar!
Saudades, beijos, abraços,
Choros e desesperos, também!
Perdas e conquistas…
Às vezes sinto-lhes a falta
Corro para casa e abro-as…
Arrumo, desarrumo, e volto a arrecadar
Cuidadosamente, sem pressas…
Gosto de as sentir perto, arrumadinhas,
Fazem-me companhia,
Mesmo que as não veja
Sei que estão lá…
Se me mudar, levo-as comigo.
Sempre.
NM

domingo, 21 de novembro de 2010

Amor

Hoje em dia não se sabe amar, nem ser-se amado. Egoísmo, independência, bem-estar, crise, são alguns dos argumentos de peso, para justificar o estado das coisas. As pessoas apaixonam-se facilmente, mas depois não conseguem evoluir para o estado do amor, que implica cedência, protecção, carinho, doação sem esperar nada em troca, humildade, aceitação do outro e das limitações do próprio. Dá pena ver o ponto de degradação a que as pessoas chegam só para não aceitar o outro, ou a si mesmo. Triste. Pior do que a famigerada crise, é o ser humano que se está a consumir a si próprio! Ninguém conseguirá mudar nada neste mundo se não conseguir mudar-se a si próprio!
NM

sábado, 20 de novembro de 2010

Amar

É ser feliz
Sorrir como quem admira
Chorar como quem sofre
Mais, para além de nós e do outro…
É sentir-lhe o gosto
Fechar os olhos e continuar a ver…
É sentir a meiguice da brisa, a carícia do sol
O andar à chuva sem receios de nos molharmos
É sentir o afago de quem nos protege…
Minutos que valem anos
Momentos eternos
Que curam feridas
Que julgávamos incuráveis…
É sentir que a justiça, afinal, existe.
NM

Luas

Há muito que deixámos de ver a lua juntos.
Eu disse que a flor era delicada.
Não pensei que fosse tanto.
Foi-se tudo. Ficou nada.
Frio e calor. Opostos.
Atraem-se.
Mais nada.
NM