segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Confiar


Falta-me soltar os cabelos ao vento
Toda a força e confiança no regaço
Olhar-te como se tivesse todo o tempo
Sorrir até me perder no teu abraço.
NM

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Reflexão de domingo – “Quem a Deus tem, nada lhe falta”


“O grande pecado é a omissão. Buscai primeiro o reino de Deus, o resto vem por acréscimo. O que ando a fazer neste mundo? Servir a Deus ou ao dinheiro? É preciso ter a capacidade de ser feliz e de fazer feliz o outro. Crescer no amor de Deus e na partilha. ”
Palavras sábias e inspiradoras, merecedoras de profunda reflexão, por parte de todos, sobretudo daqueles que se enchem de opiniões em nome d’Ele.
“ Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, Deus não muda. Quem crê e espera tudo alcança.”
NM

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Espírito do dia!


Jardim Botânico
Camuflar verdades, ou enterrar passados, como se não tivessem existido. Vazios que se querem preenchidos mas que não aliviam o peso, nos momentos em que a vida nos cai em cima. Todos temos. Não há como evitá-los. Há que aprender com eles. Pode ser um gesto. Uma paisagem. Uma palavra. Um silêncio.
NM

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Voltas

Dizem que a água mata todas as sedes
Nem todas
Pensa-se que o amor se escreve com o nome que se cisma
Nem sempre
Quando o pensamento pára, a alma sofre
Quase sempre
Quando se olha para dentro, acorda-se
Frequentemente!
NM

Talvez

Sou talvez aquela que procuras
Buscas-me desorientado sem saber
Pela minha mão apenas te encontrarás
Se o coração escutares, minha voz ouvirás.
NM

Olhares

Enxergar de perto
Ler no olhar
Sentir a essência
Ver além do parecer…

Folhear o livro
Página a página
Coimbra Hoje
Desfolhar a flor
Pétala a pétala…

Sondar a alma
Cada recôndito
Cada Mistério a seu tempo.

Sementes que germinarão porvires,
Flores de Inverno dificilmente vingam…
Vem aí a Primavera!
NM

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Colhe o Dia, porque És Ele


"Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele."

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa