quinta-feira, 2 de junho de 2011

Distâncias

Quando o olhar se perde no horizonte
A porta fecha-se devagar, pensativamente
Despedimo-nos do que poderíamos ter sido
Recordamos palavras doces pelo vento levadas
Dum tempo em que as diferenças aproximavam.
Quando a ciência falha, há a Fé, inabalável!
Novas portas se abrem, naturalmente.
Olhares que se encontram em tempos nunca imaginados
Onde há coragem, há força, há paixão de viver, há Amor.
Pode parecer distante, adormecido, anestesiado.
Mas está lá!
Sempre!
NM

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Acasos

Gosto da imensidão do mar
De perder o olhar no horizonte
De me encontrar noutro lugar
Por vezes no meio do monte
Entre flores, bálsamos e sentires
Na profundidade de um olhar
Há acasos que a vida apronta!
NM

Life


Da magia que transborda nas palavras simples
Nascem vontades da instintiva troca de opiniões
Verbos que apetecem conjugar em tempos futuros.
Substantivos arrumados por perda de sentidos.
NM

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Flores e dores de Maio!

Dores de alma quem as não tem,
ou teve,
e reteve, ou não,
aquela lágrima teimosa, contida,
desejando todos os dias que seja a última!
Coisas de quem não consegue não se importar!
Se dói é porque foi importante!
É porque estamos vivos!
Depois da dor?
O nada, seguido da reconstrução.
Pontos de partida.
Confortáveis porque conhecidos dos lutadores.
Recomeços.
Quem ama flores tem que as semear.
Há aquelas que duram e há aquelas que murcham.
Sem razão de ser….
Há que aceitar.
Escolher bem! E cuidar.
Detesto desmazelos.
NM

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Outra praia


Quem pensa em desistir ou em abandonar o barco
Espera-o um vazio cheio de coisas sem sabor
Na incerteza do rumo, sabe-se que o tempo é parco
Sábio é quem reconhece valor no verdadeiro amor.
NM

Saudade!

De mim
Do mar
Da calma
Das certezas
Dos amanhãs
Do Algarve!
NM

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Paz

Não consigo encontrar-me nas palavras que escrevo
Tenho cartas que não consigo escrever de maneira nenhuma
Tempestades que teimam em rebentar cá dentro
Bonanças que teimam em bordar de cinzento
Palavras que demoram em soar colorindo
É nas que não escrevo que me vou descobrindo
Melhor, por agora, o silêncio…
NM