segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Marés

Praia da Oura
Silêncios e palavras que se perdem, que magoam, outras que se encontram, se descobrem em encantos… tamanhos! Renovam-se sonhos, descobrem-se fantasias, afastam-se desilusões… Encurtam-se distâncias! Tal como o perto se faz longe… Assim, o longe se faz perto! Tanta coisa a dizer… muita a ouvir! Cada alma, um mundo a desvendar! Coragem! Tal como há paisagens que nos tiram a respiração, há marés que conseguem acertar na praia!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Comandante...

De navios e viajantes
De almas e destinos
De sonhos errantes e secretos
Genuínos e roubados…
Comandante sem comando
Prolongamentos [des]encontrados
Praias e marés
Noites e dias
Saberes e ignorares
Quereres e esqueceres…
Comandante
                    do
                         próprio
                                     destino…

domingo, 31 de julho de 2011

“Que o Senhor nos ilumine e nos dê um Santo domingo a todos”

Curia

Sentir a brisa do tempo que passa, o beijo doce do amor que fica. Presente que é passado no momento em que é vivido, que jamais poderá ser esquecido… Acreditar em retornos vindos de sofrimentos, adquirindo formas mais robustas e fortes, resistentes a aragens e ventos de sombras que insistem em enovelar! Paz, partilha e perdão. Renovação.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sonhos...

Os sonhos devem ser grandes, como o céu e o mar. Os medos paralisam. Há que enfrentá-los. Há pessoas que atravessam tempestades no meio da multidão, outros, no seio da solidão. Cada um a seu jeito. Há pequenos gestos que podem fazer a diferença entre a lágrima e o sorriso. Mas, acima de tudo, há que dar-se valor, acreditando na grandeza do eu e em quem nos respeita e ama a nossa imagem sendo nosso espelho. E se a imagem estiver distorcida há que endireitá-la, sem receios. Quando o mar se agita no nosso âmago só um sinal sublime terá alento que o acalme. A magia e a esperança no amanhã.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A coisa certa ou talvez não…


Courgettes recheadas
Por vezes acusam-me de ser racional, orgulhosa, exigente, com tendência para a sofisticação, com a mania das igualdades, mania das superioridades, enfim coisas de quem me olha sem me ver. Quem o quiser fazer, embora haja aspectos que não são tão óbvios [como convém], verá que amo as coisas simples, emociono-me com os afectos das pessoas que amo, prezo muito a amizade, derreto-me com pouca coisa, tem é que ser especial e genuína, e sofro, isso sim, duma certa tendência de loucos que almejam atingir a perfeição e que esperam o mesmo do/a outro/a! Desculpo muita coisa, nada esqueço, porque tenho memória de “elefante”! Infelizmente. Mesmo assim, acredito ter melhorado nos últimos tempos. Alguém me disse esta semana “És uma bênção”. Obrigada. Apenas procuro fazer a diferença sem baixar os braços, nunca. Nada fácil, por vezes está-se convicto de estar a fazer a coisa certa, estando-se a fazer a coisa errada. O importante é acreditar naquilo por que se luta.
Nem acredito que as férias estão aí! Ano difícil! Prometo, a mim mesma em primeiro lugar, melhorar e renovar-me com as leituras, por prazer, e com os escritos, por paixão, sempre que puder. Boas férias!
PS- As courgettes fui eu que fiz! Estavam deliciosas!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tentações!

Às vezes sorvem-se palavras como se se tratasse de goles de água preciosa para matar a sede, de se deliciar na tentação de uma maçã que mata fomes ou de se saborear um vinho que satisfaz os sentidos. A sua omissão pode ser uma fonte de frustração para quem as estima. Aos amantes das palavras, cuidado! Elas são, muitas vezes, ocas, vazias de significado. Outras, apenas uma inesgotável fonte de magia. Assim, todo o cuidado é pouco. Destrinçá-las pode ser fundamental à vida e ao espírito. O tempo é o grande revelador de todas as dúvidas e a confirmação de algumas certezas. Ele também nos segreda ao ouvido primeiro, gritando mais tarde, se vale a pena esperar, ou não. Doces ou amargas, sempre haverá quem as prefira ao silêncio.
Para os menos crédulos há um aliado que atesta, ou não, a força das palavras. É o olhar. Uma espécie de prova que raramente engana. Ao contrário das palavras, há certezas que o olhar transmite que algumas, mesmo as mais rebuscadas, jamais transmitirão. Além disso, existem os actos que falam por elas muitas vezes. E esses podem revelar muitas coisas que elas procuram camuflar!
Apesar de tudo, há que reconhecer o seu poder, a sua inegável beleza e a sua força tentadora e libertadora!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A parte e o todo


Imagem retirada da Internet
Parte de mim anseia bem-querer 
A outra somente desligar
Parte de mim quer partir
A outra deseja ficar.

Metade está presa à saudade
A outra metade é liberdade
Metade de mim quer amar
A outra pensa em abdicar.

Parte de mim quer esquecer
A outra apenas lembrar
Parte de mim quer afectos
A outra parte, também.