Sempre achei romântica a história de Sininho, a fada travessa, da terra do nunca, leal amiga e apaixonada pelo seu Peter … O seu maior sonho é ter o tamanho de um ser humano normal, para poder abraçar Peter Pan! Há esperanças infantis que podem dar em felicidades adultas… É preciso acreditar nos sonhos! Ainda há terras do nunca em que as pessoas não se perdem. Encontram-se. O imprescindível é ser-se um eterno sonhador!
Mais uma vez nos surpreendemos com a fragilidade da vida. Margarida Marante, 53 anos, jornalista e entrevistadora, uma comunicadora notável, partiu ontem de uma forma violenta, de ataque cardíaco. São acontecimentos como este que nos fazem pensar nas vaidades ocas, nos sentimentos menos nobres que muitas pessoas revelam todos os dias. Que a sua alma tenha eterno descanso. Quem fica deve aproveitar para parar, pensar e refletir…
Mais um ciclo que se fecha, outro que se renova. Até para o ano querido verão! Fica a saudade dos bons momentos, a aprendizagem dos menos bons. A isso chama-se maturidade.
Olá outono mágico! Bem-vindo. Adoro as tuas cores, os tons amarelados, alaranjados e avermelhados. Tornam mais presente a paixão de viver. O acreditar no projeto que se delineou, com as mudanças óbvias que a vida nos coloca, fazendo as escolhas que a Fé nos indica e a dignidade nos impõe, mas sem nos desviarmos do caminho que achamos correto na busca eterna de sermos felizes.
Se o destino, somos nós que o fazemos, então há que não dormir em serviço! O olhar profundo e sincero, o sorriso nos lábios. Se formos honestos e verdadeiros connosco próprios, jamais seremos falsos com alguém. Por isso creio em olhares e sorrisos! Palavras, leva-as o vento. Acredito mais nos atos! Sempre!
Quando a renúncia do mundo nos dói na alma é hora de abandonar a solidão e o silêncio. Há que escrever livremente na crista da onda ou na brisa do vento. As palavras podem libertar muito a mente. A vida ainda vai esperando. O caminho pode ainda ser encontrado. Lá à frente pode estar aquele sonho que espera sem pressa. Acordar é sempre uma bênção. Ao amanhecer, ao entardecer, ao anoitecer…Tanto faz.
Há páginas que são autênticos desertos, onde as palavras serpenteiam e não dizem rigorosamente nada. Outras, brancas, ondulantes, cheias de significado. O seu todo perfaz o livro. Sempre aberto para a interpretação do leitor. Às vezes quanto mais se escreve, mais se fecha o pensamento. Quanto mais se sente, mais se deixa o sentimento de lado. Quanto mais se ama, mais se enrijece. É o paradoxo da vida, a experiência ganha-se errando e quem não erra não adquire experiência. É como escrever a duas mãos. Parece tudo mais colorido, apaixonante, desafiante; menos ambíguo, solitário e fatigante. Mas, se a outra mão for dissonante, o resultado, em vez de semear sonhos, origina pesadelos, difíceis de ler e de escrever… Enigmas da vida por desvendar. Urge investir nos que semeiam sonhos. Acreditar é o verbo!
Diz-nos a sabedoria popular que não se deve cuspir para o ar. Quanta volta, quanta cambalhota, quanta reviravolta dá a vida…
Gosto de começos, não gosto de fins. Desde o amanhecer, ao início do ano, ao princípio de um projeto (de vida ou outro) e a tantos outros começos que nem sei por onde começar… Já quanto a finais, tirando o dos romances/novelas em que os protagonistas são felizes para todo o sempre, ou de certas más experiências, como, por exemplo, doenças físicas ou de alma, quanto a finais dizia eu, sinto-lhes uma certa angústia, misturada com amargura e um sentimento de perda, difícil de explicar. Desde o final de dia, com algumas saborosas exceções, ao final de ano letivo ou civil, ao final de um projeto, ao final de férias, de fim-de-semana, e de muitos outros finais de que prefiro nem falar… Mas viver é isso mesmo: começar, terminar, recomeçar…
Seja como for, cá estamos prontos para mais um recomeço. Por agora, refiro-me ao ano letivo, obviamente. Sofrido, incerto, mas a ser encarado de sorriso aberto, com aquela vontade de tentar dar o nosso melhor todos os dias, com Fé, determinação e muita convicção.
Há dias em que o sol nasce mais lentamente que o habitual. Outros há em que nem sequer o chegamos a ver. Belos são aqueles em que o seu brilho parece querer aquecer-nos o corpo e a alma, colorindo a vida de tons originais e mágicos. No entanto, a sua luminosidade é sempre igual.
Há sinais que nos alertam para as sombras, que ignoramos por pura tolice. A verdade é que os dias mais sofridos e escuros ajudam-nos a dar valor, claridade e sabor aos outros. Há um momento do dia em que ainda não é de noite. É nesse instante que vemos tudo mais claramente. Sem vícios nem subterfúgios…
Todos temos esse momento iluminado, antes ou depois do entardecer, antes ou depois do anoitecer, antes ou depois do amanhecer, não importa, o amanhã trará sempre a certeza de um novo dia.